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Publicado em 01/01/2026, às 05h30 Foto: Reprodução/Freepik Fernanda Montanha
O calendário que usamos no dia a dia parece simples, mas esconde ajustes importantes para acompanhar com precisão o movimento da Terra. Um desses ajustes é o chamado ano bissexto, conhecido por ter 366 dias e incluir o famoso 29 de fevereiro.
Esse tipo de ano ocorre regularmente, em geral a cada quatro anos, e tem papel fundamental na organização do tempo, conforme conta o portal Calendarr.
Um ano bissexto é aquele que possui um dia a mais em relação ao calendário comum. Em vez de 365 dias, ele conta com 366, graças à inclusão do dia 29 de fevereiro. Esse acréscimo não é aleatório e segue uma lógica matemática e astronômica. O último ano com essa característica foi 2024, e o próximo será 2028. Já 2026, por exemplo, não é ano bissexto e segue o calendário tradicional de 365 dias.
A razão para isso está no tempo real que a Terra leva para completar uma volta ao redor do Sol. Esse período não corresponde exatamente a 365 dias, mas sim a 365 dias, 5 horas e cerca de 48 minutos. Essas horas extras acabam se acumulando ao longo do tempo.
A cada ano comum, sobram aproximadamente seis horas que não entram na contagem oficial do calendário. Essas pequenas sobras, quando ignoradas, gerariam grandes distorções ao longo dos séculos. Ao somar essas seis horas por quatro anos consecutivos, chega-se a um total de 24 horas, o equivalente a um dia inteiro.
O ano bissexto surge justamente para compensar esse excesso de tempo acumulado. Sem essa correção periódica, as estações do ano começariam a se deslocar gradualmente no calendário.
Com o passar dos séculos, datas simbólicas deixariam de coincidir com os períodos climáticos esperados. Um exemplo clássico é o Natal, que poderia ocorrer durante o inverno no hemisfério sul se o ajuste não existisse.
Para saber se um ano é bissexto, existe uma regra clara. Todo ano divisível por quatro tende a ser bissexto, desde que não seja divisível por 100. Há ainda uma exceção importante: os anos divisíveis por 400 voltam a ser considerados bissextos.
Assim, 2028 é bissexto porque pode ser dividido por quatro e não é múltiplo de 100. O ano 2000 também foi bissexto, pois além de ser múltiplo de quatro e de 100, também era divisível por 400. Já 2025 e 2026 não entram nessa conta, pois não atendem a esses critérios.
O conceito de ano bissexto surgiu no calendário juliano, utilizado antes do calendário gregoriano atual. Naquele sistema, a cada quatro anos um dia extra era acrescentado ao mês de fevereiro para compensar as horas excedentes. Com o tempo, percebeu-se que essa regra ainda causava pequenos desalinhamentos.
Para corrigir essas falhas, foi criado o calendário gregoriano, que refinou o cálculo e estabeleceu as regras usadas atualmente. Mesmo assim, os cientistas sabem que o sistema não é perfeito e que, em um intervalo de milhares de anos, novos ajustes poderão ser necessários.
Dessa forma, o ano bissexto segue sendo uma solução engenhosa para manter o calendário em sintonia com os movimentos da Terra, garantindo que o tempo civil acompanhe, o melhor possível, o tempo astronômico.