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Publicado em 23/01/2026, às 15h36 Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil/Arquivo. Bianca Novais
A Prefeitura de São Paulo divulgou a programação oficial do Carnaval de Rua 2026 a apenas 15 dias do início dos cortejos, reacendendo críticas de organizadores sobre a condução da maior festa popular da cidade. A lista, publicada no Diário Oficial, reúne 630 desfiles espalhados por todas as regiões da capital, entre pré-carnaval, dias principais e pós-carnaval, segundo informações do g1.
Os desfiles acontecem no pré-carnaval, nos dias 7 e 8 de fevereiro; no período principal, entre 14 e 17; e no pós-carnaval, em 21 e 22 de fevereiro. A região da Sé concentra o maior número de blocos, com 157 apresentações, cerca de um quarto do total. Ali estão nomes tradicionais e de grande público, como Pipoca da Rainha, Minhoqueens, Je Treme Mon Amour e Explode Coração.
Na sequência aparece Pinheiros, na Zona Oeste, com 92 desfiles, incluindo blocos que costumam atrair multidões, como Casa Comigo e o Bloco do Abrava, comandado por Tiago Abravanel.
Entre as novidades de 2026 está a estreia de Ivete Sangalo no carnaval de rua paulistano. A cantora puxa um bloco pela primeira vez na cidade, com desfile marcado para 7 de fevereiro, no circuito do Parque Ibirapuera.
O cronograma completo dos desfiles de blocos em São Paulo, com trajetos e horários, está disponível no site carnavalsp.com.
Apesar do volume de eventos, organizadores criticam a demora na divulgação oficial, afirmando que a indefinição compromete planejamento, captação de recursos e negociação com apoiadores. Para representantes dos blocos, a falta de informações antecipadas gera insegurança financeira e desorganização logística.
Eles também apontam ausência de diálogo com a prefeitura. Um decreto publicado em setembro criou a Comissão Especial de Organização do Carnaval de Rua 2026, mas o grupo é composto apenas por órgãos municipais, sem representação direta dos blocos.
Para os organizadores, o carnaval de rua vem sendo tratado apenas como entretenimento de massa, sem reconhecimento de seu valor cultural. Embora o impacto econômico da festa seja frequentemente destacado, o retorno em políticas públicas é considerado mínimo. Em 2025, foram 16 milhões de foliões e R$ 3,4 bilhões movimentados.
O fomento municipal também é alvo de críticas. Em 2026, apenas 100 blocos recebem apoio financeiro de até R$ 25 mil, valor que, segundo os organizadores, não cobre nem metade dos custos, que podem ultrapassar R$ 60 mil por desfile.
A gestão municipal afirma que não houve atraso no cronograma e que mantém canais permanentes de diálogo com os blocos. Sobre o fomento, destaca que os R$ 2,5 milhões destinados ao carnaval de rua atendem parte de uma festa de grande porte, que envolve diversas frentes culturais e operacionais.
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