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Publicado em 18/02/2026, às 07h30 Foto: Felipe Araújo/Liga-SP Marcela Guimarães
Na última terça-feira (17), a Mocidade Alegre foi consagrada a grande campeã do Carnaval de São Paulo, mas julgar não é uma tarefa simples. O caminho até a apuração passa por um processo rigoroso cheio de exigências.
As regras estão previstas em edital da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo (Liga-SP) e têm como principal objetivo garantir imparcialidade total nos desfiles.
No total, 45 jurados são escolhidos para avaliar nove quesitos. Os nomes, enfim, só são revelados na véspera das apresentações para preservar o julgamento.
Segundo apuração do g1, para o Carnaval de 2026, as inscrições foram abertas em 6 de maio de 2025 e encerradas às 23h59 do dia 31 de maio.
A partir daí, os candidatos enfrentam as etapas eliminatórias e classificatórias:
A decisão final é do Conselho Diretor da Liga-SP, que pode desclassificar candidatos em qualquer fase do processo.
Uma das etapas mais detalhadas da seleção é o questionário com nove perguntas. Ele serve para identificar possíveis conflitos de interesse e investiga pontos como:
Qualquer inconsistência pode resultar em eliminação.
Para concorrer a uma vaga, é preciso:
Os jurados recebem cachê pelo serviço prestado durante o Carnaval, mas o valor é definido e divulgado apenas após o processo seletivo.
O edital estabelece limites claros. Estão proibidos de se inscrever:
Essas restrições fazem parte da chamada “pesquisa social”.
A justificativa é clara: os jurados definem o resultado oficial do Carnaval. Segundo a Liga-SP, qualquer relação pessoal, profissional ou afetiva com escolas pode comprometer a credibilidade do julgamento.
Os deveres dos jurados são:
Os selecionados precisam participar de todos os treinamentos e reuniões preparatórias. Atividades práticas são realizadas na Fábrica do Samba e no Sambódromo do Anhembi.
Alguns exemplos:
Cada quesito conta com cinco jurados (quatro oficiais e um suplente). Em 2026, foram avaliados:
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