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Falhas marcam reta final da segunda noite de desfiles no Anhembi

Sete escolas encerram desfiles do Grupo Especial em São Paulo diante de mais de 50 mil pessoas, com homenagens e punições por atraso no Anhembi  |  Foto: Divulgação/Felipe Araújo/Liga-SP

Publicado em 15/02/2026, às 09h22   Foto: Divulgação/Felipe Araújo/Liga-SP   Érica Sena

A segunda noite de desfiles no Sambódromo do Anhembiconsolidou o encerramento do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo com apresentações grandiosas e ao menos um contratempo decisivo.

Diante de público estimado em mais de 50 mil pessoas, Mocidade Alegre e Gaviões da Fiel confirmaram o favoritismo com desfiles de forte impacto visual e sambas cantados em coro pela arquibancada.

No fim da madrugada, a Camisa Verde e Branco ultrapassou o tempo regulamentar e deve perder 0,3 ponto na apuração, como citado pelo site Metrópoles.

Luxo, homenagens e crítica ambiental

Abrindo a noite, a Império de Casa Verde levou para a avenida um enredo sobre as “escravas de ganho” da Salvador do século XVIII. Carros imponentes e fantasias detalhadas marcaram a passagem da escola, que apostou em efeitos coreográficos e na força da bateria Barcelona do Samba para levantar o público.

Na sequência, a Águia de Ouro apresentou um desfile inspirado em Amsterdã, com referências à liberdade de costumes da capital holandesa. Girassóis dominaram alegorias e fantasias, enquanto efeitos de luz compensaram estruturas menos grandiosas.

Com 12 títulos no currículo, a Mocidade Alegre homenageou Léa Garcia em um desfile técnico e emocionante. Um carro de 13 metros de altura com 10 mil litros de água, representando Iemanjá, foi um dos momentos mais impactantes da noite.

Já os Gaviões da Fiel apostaram em um enredo sobre preservação ambiental, com alegoria de 72 metros e crítica ao desmatamento, mantendo o prateado como cor predominante.

Apagão e estouro no cronômetro

A Estrela do Terceiro Milênio reverenciou Paulo César Pinheiro com abre-alas de 34 metros e efeitos de luz que chamaram atenção. A Tom Maior contou a trajetória de Chico Xavier, mas enfrentou falha nos geradores, o que pode custar décimos.

Encerrando os desfiles, a Camisa Verde e Branco cruzou o portão com 1h06 de apresentação, acima do limite permitido. O atraso e problemas em alegorias podem pesar na disputa, cuja apuração ocorre na terça-feira (17), no próprio Anhembi, sem presença de público.

Classificação Indicativa: Livre


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