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Rolling Stones negam autorização de clássico da banda em documentário sobre esposa de Trump

Integrantes da banda britânica desmentem produtor que afirmou ter recebido “bênção” de Mick Jagger para incluir clássico no filme da esposa de Trump  |  Foto: Jim Pietryga/WikiCommons.

Publicado em 04/03/2026, às 17h27   Foto: Jim Pietryga/WikiCommons.   Bianca Novais

A lendária banda Rolling Stones afirmou que não autorizou o uso da icônica música "Gimme Shelter" no documentário Melania Trump, sobre a vida da primeira-dama dos Estados Unidos, lançado em janeiro, contrariando declarações do produtor da obra sobre suposta aprovação de Mick Jagger. A informação é da revista Veja.

O que a banda realmente diz?

Fontes próximas ao vocalista Mick Jagger e representantes oficiais do grupo esclareceram que o acordo para licenciar “Gimme Shelter” foi feito entre os produtores do filme e a ABKCO, empresa que detém os direitos das músicas dos Stones até 1971, sem consulta direta aos integrantes da banda.

Essa versão contradiz o produtor Marc Beckman, que havia declarado ter contato direto com os músicos e ter recebido o aval de Jagger para o uso da faixa.

Direitos, propriedade e reação artística

A controvérsia envolve não só a questão legal da licença, mas também o posicionamento político de Jagger e dos demais integrantes.

A negativa de participação direta é interpretada por muitos críticos como mais um sinal de que os Rolling Stones desejam evitar associações com figuras como Donald Trump, algo que o grupo já havia feito em outras ocasiões, inclusive em campanhas passadas.

Rejeições de outros artistas

Além dos Stones, o processo de montagem da trilha sonora enfrentou recusas de outros nomes expressivos. Conforme informações adicionais sobre o tema, bandas como Guns N’ Roses não permitiram o uso de suas músicas devido a divisões internas e motivos políticos, e o espólio de Prince bloqueou uma inclusão por discordar da associação com Trump.

Debate público e impacto no filme

A disputa ganhou as manchetes não apenas por causa da música em si, mas pelo simbolismo de "Gimme Shelter", uma faixa de 1969 relacionada a tempos de turbulência e medo que muitos consideram inadequada para uma obra sobre a esposa de Donald Trump, que atacou o Irã no último sábado (2), entre outras ofensivas militares durante o último mandato.

A controvérsia alimenta debates sobre o papel dos artistas em aprovar o uso de suas obras em contextos que tocam em temas como política e imagem pública.

No centro da discussão está tanto a propriedade intelectual quanto a percepção pública de apoio ou associação, em um cenário em que música, política e cinema se entrelaçam de forma cada vez mais visível.

Classificação Indicativa: Livre


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