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Publicado em 05/05/2026, às 07h02 Foto: Unsplash. Bianca Novais
Produzida naturalmente pelo corpo e obtida por meio da alimentação, a creatina tem papel direto na geração de energia celular em momentos de alta demanda.
Segundo especialistas ouvidos pelo Terra, a substância atua principalmente na ressíntese de ATP, principal fonte energética das células, sendo especialmente relevante em atividades físicas intensas e de curta duração.
Esse mecanismo ajuda a explicar por que o suplemento é mais associado a exercícios como musculação, sprints e outras práticas que exigem explosão e potência. Nesses casos, a creatina contribui para melhorar o desempenho ao fornecer energia de forma rápida, ainda que por poucos segundos.
Apesar da popularidade, a suplementação não traz ganhos ilimitados. O organismo possui uma capacidade máxima de armazenamento de creatina nos músculos. Quando esse “teto” é atingido, o consumo adicional não resulta em aumento de desempenho.
Isso também explica por que os efeitos mais perceptíveis costumam ocorrer no início do uso. Com o tempo, os ganhos tendem a se estabilizar. Pessoas com níveis naturalmente mais baixos da substância, por sua vez, podem apresentar respostas mais significativas à suplementação.
A indicação do uso não é universal. Se a alimentação já supre a necessidade de creatina, a suplementação pode ser desnecessária. Além disso, o tipo de atividade física praticada influencia diretamente na eficácia do composto. Modalidades que não exigem alta intensidade ou explosão podem não se beneficiar do uso.
Por isso, a avaliação individual é considerada essencial. Fatores como dieta, rotina de treinos e possíveis contraindicações devem ser analisados antes de iniciar o consumo.
Além dos efeitos físicos, a creatina também desempenha papel no funcionamento cerebral. O cérebro, assim como os músculos, depende de energia para suas atividades, e a substância participa desse processo.
Estudos indicam que a suplementação pode trazer benefícios cognitivos, como melhora na memória e no foco, especialmente em pessoas com baixos níveis de creatina, comum entre vegetarianos e veganos. Ainda assim, esses efeitos são considerados modestos e variáveis, dependendo das condições individuais.
Diante disso, especialistas reforçam que a creatina pode ser uma aliada, mas não é solução universal. O uso sem orientação pode levar a expectativas irreais ou a um consumo desnecessário.