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Publicado em 23/04/2026, às 10h47 - Atualizado às 10h48 Foto: Divulgação/Corinthians Fernanda Montanha
O fundo imobiliário responsável pela gestão da Neo Química Arena registrou inconsistências relevantes em seus balanços financeiros.
Segundo o CEO da Asarock, Gabriel Pupo, parte das receitas foi contabilizada sem que os valores tivessem sido efetivamente recebidos, o que comprometeu a precisão dos demonstrativos ao longo de vários anos.
De acordo com o executivo, lançamentos indevidos inflaram receitas de bilheteria sem entrada real de recursos, gerando distorções significativas. Esse problema, herdado de administrações anteriores, levou auditorias independentes a apontarem ressalvas e até a se absterem de opinar sobre os números apresentados.
A situação se tornou mais evidente durante a pandemia, quando dificuldades operacionais dificultaram a conferência dos dados. Ainda assim, os valores permaneceram registrados sem comprovação, acumulando inconsistências ao longo do tempo, segundo o UOL.
Documentos analisados indicam que o fundo chegou a registrar quase R$ 100 milhões como valores a receber. Esses montantes apareciam como ativos, mesmo sem confirmação externa de existência, o que levantou dúvidas sobre a real situação financeira da operação.
Diante disso, houve consenso entre auditoria, administradores e demais envolvidos para corrigir os dados. A solução encontrada foi realizar a baixa contábil desses valores, exigindo a revisão de exercícios anteriores para ajustar os registros.
Essa correção explica a redução abrupta nas contas a receber observada em 2025. A origem do erro está associada a mudanças na estrutura financeira após acordos com a Caixa Econômica Federal, que alteraram o fluxo de receitas da arena.
A manutenção desses valores nos balanços afetou diretamente a governança do fundo. A presença de inconsistências limitou decisões estratégicas e afastou possíveis investidores, segundo a atual gestão.
Além disso, o cenário foi agravado pela liquidação da antiga administradora, o que impactou o funcionamento do fundo no início de 2025. Durante esse período, o Corinthians precisou antecipar recursos para manter as operações.
Agora, o plano prevê a reestruturação completa das demonstrações financeiras recentes. A expectativa é que, após os ajustes, o fundo apresente números sem ressalvas a partir de 2026, com maior transparência e estabilidade.
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