Farinha Lima

Master de Baianos

Após o carnaval, trio do jurídico baiano desaparece enquanto autoridades investigam seus paradeiros na Europa e Salvador.  |  Foto: Imagem feita por IA

Publicado em 04/03/2026, às 06h00   Foto: Imagem feita por IA   Farinha Lima

Uma turma do jurídico baiano vinha atuando forte na crise do Master. Três cabeças pensavam a estratégia da condução do compliance e na parte legal do processo do combalido banco.

Passado o carnaval, o trio que não era elétrico sumiu do mapa e agora as autoridades estão pesquisando seus paradeiros. Uns na Europa e outros malhando em um clube marítimo de Salvador. Dizem que o icônico Corredor da Vitória guarda segredos Masters da turmicha Jus.

Barulho gourmet

Na cidade onde engarrafamento é para quem anda sobre rodas, o zumbido dos helicópteros na Faria Lima virou trilha sonora involuntária da vizinhança e acabou aterrissando no Ministério Público, embalado por abaixo-assinado e pelo perfil “Chega de Helicópteros SP”. 

O que era conversa de condomínio ganhou contorno institucional, com direito a Lei nº 15.723, EIV e até RBAC 155 da ANAC entrando na roda, como se decibéis também precisassem de parecer técnico. No fim, o impasse é simples e barulhento: enquanto executivos encurtam distâncias pelo céu, moradores tentam alongar o silêncio, e descobrem que progresso, quando vem de hélice, não costuma pedir licença.

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Plasma e Pix

No roteiro que mistura SUS, mercado financeiro e investigação criminal, a Insight Participações ofereceu R$ 30 milhões para viabilizar a compra de imunoglobulina quando os bancos preferiram manter distância, apostando em um contrato de R$ 87,6 milhões com direito a Selic e 85% do lucro líquido como recompensa. 

A carga chegou, a Anvisa barrou por falha na temperatura, o Ministério da Saúde cancelou o negócio e o castelo financeiro derreteu antes de virar pagamento. Dois anos depois, a Operação Carbono Oculto fez buscas na Faria Lima e trouxe à tona conexões familiares e societárias pouco republicanas, provando que, por aqui, até remédio pode atravessar uma cadeia de intermediações onde o único efeito garantido é a suspeita.

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Dívida seletiva

Em Brasília, no encerramento da 6ª Conferência Nacional das Cidades, Luiz Inácio Lula da Silva fez questão de avisar que não deve nada aos banqueiros da Faria Lima, empresários ou latifundiários — sua conta, garantiu, é exclusiva com o povo. 

De quebra, relembrou o impeachment de Dilma Rousseff, criticou governos que “acabaram com ministérios” e tratou 2026 como quem já confere o calendário na parede, alertando para o risco de alguém “destruir” o que foi feito. 

Ainda houve tempo para cutucar Romeu Zema por não apresentar projetos para acessar recursos do Novo PAC em Minas Gerais, bastava protocolar a documentação, explicou o ministro Jader Filho. No discurso, independência absoluta; no subtexto, campanha em fase de aquecimento.

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