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Publicado em 11/05/2026, às 11h42 Foto: reprodução/Ypê Fernanda Montanha
A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai analisar nesta quarta-feira (13) o recurso apresentado pela fabricante da Ypê contra a suspensão da fabricação e da venda de alguns lotes de produtos de limpeza da marca.
A medida sanitária foi adotada após uma inspeção realizada no fim de abril na unidade da empresa em Amparo, no interior de São Paulo. O recurso administrativo apresentado pela companhia suspendeu automaticamente a decisão anterior, até que a análise definitiva seja concluída pela agência.
Segundo a Anvisa, a reunião servirá para decidir se a suspensão será mantida ou revogada. O presidente do órgão afirmou que a definição será tomada de forma conclusiva durante o encontro da diretoria, segundo o Fantástico.
Durante a fiscalização, técnicos da Anvisa, do Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo e da Vigilância Sanitária de Amparo identificaram falhas consideradas graves no processo produtivo.
Entre os principais problemas estavam sinais de corrosão em equipamentos, falhas no sistema de garantia de qualidade e irregularidades no armazenamento dos produtos. O relatório também apontou resultados fora do padrão microbiológico entre dezembro de 2025 e abril de 2026, o que elevou a preocupação sanitária.
Segundo os fiscais, houve testes positivos para a bactéria Pseudomonas aeruginosa em 80 lotes de produtos já finalizados. Esses itens, de acordo com o documento, não teriam sido reprovados pelo controle de qualidade e permaneciam armazenados à espera de decisão da empresa.
O risco foi identificado apenas em lotes com numeração final 1 de lava-louças, lava-roupas líquido e desinfetante.
A Anvisa alertou que a presença de bactérias em produtos de limpeza pode trazer riscos à saúde, principalmente para idosos e pessoas com imunidade comprometida, podendo causar infecções na pele, nos olhos e até problemas respiratórios.
O Centro de Vigilância Sanitária paulista recomendou que consumidores não utilizem os produtos citados e orientou supermercados e comércios a retirarem esses lotes das prateleiras. A fabricante afirmou que não houve contaminação nos produtos, disse que possui mecanismos internos de descarte e informou que a produção segue paralisada para acelerar as adequações exigidas.
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