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Caso Gisele: áudio revela comportamento de coronel e levanta novas dúvidas no caso; entenda

Preso por feminicídio, oficial disse que evitou contato com a família da vítima por medo de ser responsabilizado  |  Foto: Reprodução/Instagram

Publicado em 29/03/2026, às 13h32   Foto: Reprodução/Instagram   Ana Caroline Alves

Uma gravação obtida pela investigação trouxe novos elementos sobre a conduta do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto após a morte da policial militar Gisele Alves Santana, em São Paulo.

O oficial, que está preso e responde por feminicídio e fraude processual, afirmou em interrogatório que evitou encontrar os familiares da vítima por receio de ser acusado diretamente pelo crime.

Segundo o depoimento, ele disse ter sido orientado a não ter contato com os pais de Gisele, que estavam a caminho do Hospital das Clínicas no dia da morte. O coronel alegou temer a reação da família diante da situação, as informações são do Metrópoles.

Investigação mudou rumo após perícia

A policial, de 32 anos, foi encontrada gravemente ferida dentro do apartamento onde vivia com o marido, na região do Brás. Ela chegou a ser socorrida por equipes de resgate e levada ao hospital, mas não resistiu a um traumatismo cranioencefálico causado por disparo de arma de fogo.

Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio. No entanto, após análise detalhada da Polícia Civil do Estado de São Paulo, a hipótese foi revista. Perícias técnicas e a reconstituição da cena indicaram inconsistências com a versão apresentada pelo oficial.

Com base nesses elementos, a Justiça autorizou a prisão preventiva do tenente-coronel, que passou a ser considerado o principal suspeito pela morte da esposa.

Foto: reprodução

Contradições e comportamento questionado

Durante o interrogatório, investigadores apontaram contradições no relato do militar. Um dos pontos que chamou a atenção foi a atitude dele após encontrar a esposa ferida. De acordo com o depoimento, o coronel teria feito diversas ligações antes de pedir socorro e, em seguida, tomado banho duas vezes.

Ele justificou o comportamento alegando estar com a pressão alta e ter recebido orientação para tomar uma ducha. No entanto, imagens de câmeras corporais analisadas pela polícia não confirmam que ele tenha sido atendido ou orientado por profissionais de saúde naquele momento.

As autoridades também destacaram como incomum o fato de o suspeito priorizar um banho enquanto a vítima ainda apresentava sinais vitais, o que poderia ter comprometido o socorro imediato.

O caso segue sendo investigado e acompanhado por órgãos competentes, enquanto a defesa do tenente-coronel mantém a versão de que Gisele teria tirado a própria vida.

Classificação Indicativa: Livre


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