Polícia
Publicado em 18/02/2026, às 13h58 Foto: reprodução/Marcello Casal Jr/Agência Brasi Ana Caroline Alves
O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do conglomerado do Banco Pleno S.A., antigo Banco Voiter, em mais um episódio que aprofunda a crise envolvendo instituições ligadas ao empresário Daniel Vorcaro.
A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (18) e atinge uma instituição controlada por Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e ex-sócio do Banco Master.
Segundo o comunicado oficial da autoridade monetária, além de Lima, figuram como controladores do Banco Pleno a Master Holding Financeira S.A. e Daniel Vorcaro. O Banco Pleno operava com foco no segmento empresarial e era considerado de pequeno porte dentro do Sistema Financeiro Nacional (SFN), as informações são da CNN Brasil.
A trajetória da instituição passa por diversas mudanças de nome e controle. Criado no fim da década de 1960, o banco ficou conhecido como Banco Indusval, até deixar a B3 em 2020 e ser rebatizado como Banco Voiter, com uma estrutura mais enxuta e atuação voltada ao mercado de capitais. À época, o controle estava nas mãos do empresário do agronegócio Roberto de Rezende Barbosa.
Em 2024, o Voiter foi vendido ao Banco Master, o que levou Daniel Vorcaro a se tornar sócio das duas instituições. Meses depois, em julho de 2025, Augusto Ferreira Lima assumiu o controle do banco, que passou a se chamar Banco Pleno S.A.
A nova gestão antecedeu a deflagração da operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apurou fraudes no Sistema Financeiro Nacional. Lima e Vorcaro, então sócios no Banco Master, deixaram de atuar juntos após a saída de Lima da sociedade, em maio de 2024.
Ambos chegaram a ser presos preventivamente no fim de 2025, mas tiveram a prisão revogada pelo Tribunal Regional Federal (TRF) menos de duas semanas depois.
De acordo com o Banco Central do Brasil, a liquidação do Banco Pleno foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira, com forte deterioração da liquidez, além de infrações às normas que regem o funcionamento do sistema bancário.
O BC informou ainda que o conglomerado representava apenas 0,04% do ativo total e 0,05% das captações do SFN, o que caracteriza impacto limitado ao sistema, embora relevante do ponto de vista regulatório.
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