Polícia
Publicado em 27/03/2026, às 16h13 Foto: Reprodução/Facebook Bruno Mafra. Bianca Novais
A condenação do cantor Bruno Mafra, integrante da banda Bruno e Trio, por abuso sexual contra as duas filhas trouxe novos desdobramentos a um caso que tramita sob sigilo. A decisão, proferida pela Justiça do Pará em primeira instância, ainda permite recurso. As informações foram divulgadas pelo Metrópoles.
De acordo com o processo, as denúncias surgiram em 2019, quando as vítimas, já adultas, decidiram relatar os abusos que teriam ocorrido durante a infância. Os episódios teriam acontecido entre os anos de 2007 e 2011, em Belém, período em que ambas tinham menos de 14 anos.
As investigações indicam que os crimes não se limitaram a um único ambiente. Segundo os autos, os abusos teriam ocorrido tanto na residência da família quanto em um veículo, o que reforçou a linha de apuração conduzida pelas autoridades.
Na decisão, a Justiça considerou haver elementos suficientes para comprovar a autoria e a materialidade dos crimes. O entendimento se baseia principalmente nos depoimentos colhidos ao longo da investigação, que foram considerados consistentes e convergentes.
A análise do conjunto probatório foi determinante para a condenação em primeira instância, mesmo diante do tempo transcorrido entre os fatos e a formalização das denúncias.
Em nota, a defesa do cantor afirmou que o processo ainda não foi concluído e que pretende recorrer da sentença. Os advogados sustentam que houve falhas no andamento da ação, mencionando possíveis violações ao devido processo legal.
Segundo a equipe jurídica, essas irregularidades podem comprometer tanto a validade dos atos processuais quanto a própria decisão judicial.
Além disso, a defesa demonstrou preocupação com a divulgação de informações, destacando que o caso corre sob sigilo e, portanto, deveria seguir restrições legais quanto ao acesso e à exposição pública.
Com a possibilidade de recurso, o caso deve seguir para novas análises nas instâncias superiores. Até que haja uma decisão definitiva, o processo continua em andamento, mantendo o debate sobre os limites legais, a proteção das vítimas e os direitos de defesa no centro das atenções.
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