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Caso Cão Orelha: Polícia Civil descarta teoria após ouvir adolescente

Investigação em Santa Catarina aponta maus-tratos graves, mas ainda não encontra indícios de motivação por redes sociais  |  Foto: Reprodução

Publicado em 31/01/2026, às 18h00   Foto: Reprodução   Ana Caroline Alves

A Polícia Civil de Santa Catarina ouviu mais um adolescente suspeito de envolvimento nos maus-tratos que levaram à morte do cão Orelha, em Florianópolis.

Após o depoimento, as autoridades informaram que, até o momento, não há provas que sustentem a hipótese de que o crime tenha sido motivado por desafios disseminados em redes sociais. A apuração segue em andamento, e um outro adolescente ainda precisa prestar depoimento.

O caso é conduzido pela Delegacia Especializada do Adolescente em Conflito com a Lei, que investiga a participação de quatro jovens no episódio que gerou forte comoção pública.

Segundo a Polícia Civil, todas as linhas de investigação continuam abertas, mas a tese de crime associado a desafios online, levantada inicialmente nas redes, não foi confirmada até agora, as informações são da CNN Brasil.

Investigação aponta tortura e tentativa de afogamento

De acordo com os relatórios policiais, os adolescentes são suspeitos de submeter o cão Orelha a uma sessão de violência extrema. Em razão da gravidade dos ferimentos, o animal precisou passar por eutanásia, procedimento indicado para evitar sofrimento prolongado.

Além disso, a investigação revelou que um segundo cachorro, chamado Caramelo, também teria sido vítima do grupo. Segundo a polícia, houve uma tentativa de afogamento, mas o animal conseguiu escapar. Esses elementos ampliaram a apuração, reforçando a gravidade dos atos

O delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, afirmou que o foco atual da investigação é identificar com precisão a conduta de cada adolescente envolvido.

Foto: Reprodução/Redes sociais

Outras infrações também são apuradas

Além dos crimes de maus-tratos a animais, a Delegacia Especializada apura possíveis atos infracionais relacionados à depredação de patrimônio e crimes contra a honra. Segundo a polícia, profissionais que atuam na região da Praia Brava teriam sido alvo de ofensas e outros ataques atribuídos ao mesmo grupo de adolescentes.

O caso do cão Orelha segue sendo acompanhado de perto pelas autoridades e pela sociedade, reacendendo o debate sobre violência contra animais.

Classificação Indicativa: Livre


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