Polícia
Publicado em 18/11/2025, às 08h19 Foto: Reprodução/Instagram Fernanda Montanha
A Polícia Federal deteve Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, durante uma operação realizada na manhã desta terça-feira (18). Ele foi abordado no aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo, pouco antes de embarcar para Dubai, onde cumpriria agenda de negócios. A movimentação acelerou a ação policial, que temia uma possível fuga.
A ofensiva integra a Operação Compliance Zero, que apura a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras vinculadas ao Sistema Financeiro Nacional. As investigações apontam para possíveis crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária e participação em organização criminosa.
Além do empresário, também foi preso Augusto Lima, sócio de Vorcaro. A PF cumpre cinco mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 25 de busca e apreensão. As ações ocorrem simultaneamente no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal. Parte das equipes esteve ainda na sede do BRB em Brasília, onde foram recolhidos documentos e dispositivos.
A investigação começou em 2024, após pedido do Ministério Público Federal para apurar a possível criação de carteiras de crédito sem lastro por uma instituição financeira. De acordo com os autos, esses títulos teriam sido repassados a outro banco e, posteriormente, substituídos após fiscalização do Banco Central, mas sem análise técnica que comprovasse sua regularidade.
A CNN Brasil informou que tenta contato com o Banco Master e com a defesa de Vorcaro. A instituição e os advogados ainda não se pronunciaram oficialmente.
Paralelamente às prisões, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master na manhã desta terça-feira. A decisão ocorreu menos de 24 horas após o Grupo Fictor manifestar interesse em adquirir a instituição. Fontes próximas ao tema afirmam que a medida inviabiliza qualquer avanço nas negociações.
O ato também determina a liquidação judicial da corretora de câmbio do grupo. A assinatura do documento foi feita pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo.
O Banco Master já estava sob atenção do mercado desde setembro, quando o Banco Central negou autorização para que o BRB adquirisse a instituição. Especialistas apontavam fragilidades no modelo de negócios, destacando que o banco emitia títulos garantidos pelo FGC com remunerações muito acima das ofertadas pelo mercado.
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