Polícia

Golpe contra idosa: como operava trio preso em SP por desviar mais de R$ 750 mil

Operação da Polícia Civil aponta uso de procuração e identidade falsas para movimentar contas bancárias; dez pessoas já foram identificadas na investigação  |  Foto: Divulgação/Governo de SP

Publicado em 21/02/2026, às 12h48   Foto: Divulgação/Governo de SP   Ana Caroline Alves

A Polícia Civil de São Paulo prendeu três homens, com idades entre 25 e 50 anos, suspeitos de integrar um esquema de fraude bancária que teria causado prejuízo superior a R$ 750 mil a uma idosa de 78 anos. A vítima está acamada há cerca de cinco anos e não tinha condições de comparecer à agência bancária, segundo a investigação.

As detenções ocorreram durante a terceira etapa da Operação Cavalo de Troia, que já identificou ao menos dez envolvidos na organização criminosa. Nesta sexta-feira 20, equipes cumpriram sete mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Osasco, na Grande São Paulo, e na zona leste da capital.

Tentativa de destruir provas

Em um dos imóveis alvo da operação, um dos suspeitos foi flagrado tentando se livrar de máquinas de cartão e celulares, arremessando os aparelhos pela janela ao perceber a chegada dos policiais. Em outros endereços, os agentes apreenderam cartões bancários, computadores, telefones celulares, veículos e um relógio de alto valor.

Parte do material recolhido será periciado para aprofundar as investigações e rastrear a movimentação financeira do grupo.

Foto: Divulgação/Governo de SP

Como funcionava o esquema

De acordo com a polícia, os investigados teriam utilizado uma procuração pública falsificada e um documento de identidade fraudulento para acessar e movimentar as contas da idosa. Foram realizadas transferências e saques que ultrapassam R$ 750 mil, além de tentativas de novas retiradas no momento da abordagem policial.

As apurações indicam que o grupo distribuía os valores em contas de terceiros para dificultar o rastreamento e dar aparência de legalidade às transações, prática que pode configurar lavagem de dinheiro.

O caso foi registrado no 24º Distrito Policial, na Ponte Rasa, como associação criminosa, estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As diligências continuam para identificar outros beneficiários do esquema.

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