Polícia
Publicado em 31/01/2026, às 09h45 Foto: Ciete Silvério/Governo de SP Ana Caroline Alves
A cidade de São Paulo encerrou 2025 com aumento no número de homicídios dolosos, interrompendo uma sequência de quatro anos consecutivos de queda.
De acordo com dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), foram contabilizados 501 casos no ano passado, contra 481 em 2024, o que representa uma alta de 4,15%.
Além do aumento de ocorrências, o número de vítimas também cresceu na capital paulista.
Em 2025, 530 pessoas morreram em decorrência de homicídios, um avanço de cerca de 6% em relação ao ano anterior, quando foram registradas 498 mortes. Os dados consideram o período entre janeiro e dezembro e fazem parte do balanço anual da SSP, as informações são do G1.
A elevação dos homicídios na cidade rompe uma trajetória de redução iniciada em 2021, quando São Paulo registrou 561 assassinatos. Em 2022, foram 560 casos; em 2023 e 2024, o número caiu para 481, mantendo-se estável até voltar a subir em 2025.
Os meses mais violentos do ano na capital foram junho, com 56 vítimas, dezembro, com 55, e setembro, com 52. Já os menores registros ocorreram em outubro, que contabilizou 28 homicídios, e maio, com 31.
Apesar da alta recente, a SSP afirma que a cidade terminou 2025 com o segundo menor número de mortes intencionais dos últimos 25 anos.
No estado de São Paulo, o panorama foi diferente. Em 2025, foram registradas 2.527 vítimas de homicídio doloso, número inferior ao de 2024, que teve 2.630 mortes. A redução também se confirma na comparação com anos anteriores.
Dezembro concentrou o maior número de vítimas no estado, enquanto agosto apresentou o menor índice mensal.
Por outro lado, a violência contra a mulher atingiu níveis recordes. O estado contabilizou 266 casos de feminicídio em 2025, o maior número desde o início da série histórica, em 2018, um aumento superior a 8% em relação ao ano anterior.
Na capital, o crescimento foi ainda mais expressivo: 60 mulheres foram assassinadas, contra 49 em 2024, alta de mais de 22%.
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