Polícia
Publicado em 30/03/2026, às 12h00 Foto: Divulgação/Polícia Civil de SP Érica Sena
O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu colocar em liberdade o major aposentado da Polícia Militar Ricardo Azevedo da Silva, preso sob suspeita de tentar matar a própria esposa em Santo André, na região metropolitana da capital paulista.
A soltura foi determinada durante audiência de custódia realizada no domingo (29). Apesar de liberado, o major terá que cumprir uma série de medidas impostas pela Justiça, como citado pelo site Metrópoles.
Entre as determinações estão o comparecimento mensal em juízo, a proibição de sair da comarca por mais de oito dias sem autorização e a obrigação de informar eventual mudança de endereço.
O oficial também está proibido de se aproximar da vítima e de seus familiares, devendo manter distância mínima de 100 metros, além de não frequentar locais em comum com a mulher. Outra medida inclui o afastamento imediato do lar.
Ricardo Azevedo da Silva havia sido preso no sábado (28) por suspeita de violência doméstica, lesão corporal, injúria, ameaça e desacato.
Segundo relato da esposa, ele teria tentado estrangulá-la e a agredido com mordidas no rosto dentro da residência do casal. A vítima afirmou que o episódio ocorreu na frente da filha de 13 anos, que teria ajudado a interromper as agressões.
Em mensagens divulgadas, a mulher descreveu momentos de desespero e disse que só não houve um desfecho mais grave por causa da intervenção da filha.
Mesmo com a soltura, o caso continua em apuração. As medidas protetivas permanecem em vigor para garantir a segurança da vítima enquanto o processo segue na Justiça.
A decisão reacende o debate sobre a aplicação de medidas cautelares em casos de violência doméstica e a efetividade da proteção às vítimas.
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