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"Mapa do Crime": saiba quais são as vias dominadas pela gangue do “quebra-vidro"

Investigação revela que grupos de fraudes bancárias impulsionam os roubos, com foco em celulares desbloqueados.  |  Foto: Reprodução/Freepik

Publicado em 01/05/2026, às 10h31   Foto: Reprodução/Freepik   Fernanda Montanha

A ação das chamadas gangues do “quebra vidro” alterou o cenário dos roubos de celular em São Paulo durante 2025. Locais tradicionais, como a Avenida Paulista, perderam espaço para vias como a Avenida do Estado, que entrou no ranking das mais afetadas com 314 ocorrências registradas.

A mudança chamou atenção porque, no meio desse avanço, a Avenida do Estado apareceu pela primeira vez entre os principais pontos de roubo, mesmo sendo uma região com poucos pedestres e longos congestionamentos, cenário favorável para esse tipo de abordagem.

As informações fazem parte do Mapa do Crime, ferramenta interativa do GLOBO que reúne dados sobre roubos de celulares, carros, motos e outros objetos na capital paulista, segundo O Globo.

Como atua a gangue do “quebra vidro”

Segundo investigação da polícia, grupos especializados em fraudes bancárias ajudaram a impulsionar esse tipo de crime. O caso começou após o roubo do celular de um procurador do estado, no Viaduto do Glicério, sobre a Avenida do Estado.

Com a quebra de sigilo dos receptadores, foi identificado que havia preferência por aparelhos desbloqueados. Por isso, os criminosos passaram a atacar motoristas dentro dos carros, quebrando os vidros e aproveitando o momento em que o celular estava em uso.

Depois do roubo, os aparelhos eram levados rapidamente ao centro de operações da quadrilha, onde começavam os desvios financeiros. Em um dos casos, após uma transferência de R$ 19.800, o ladrão recebeu R$ 9.360 e ainda reclamou do valor.

Ao todo, a quadrilha provocou quase R$ 1 milhão em prejuízo para pelo menos 25 vítimas identificadas. Dessas, 19 sofreram roubos com a modalidade quebra vidro. Em outubro do ano passado, 6 integrantes viraram réus na Justiça.

Horários e estratégia dos criminosos

O padrão dos horários também mudou. Na Avenida do Estado, mais de 20% dos crimes de 2025 aconteceram entre 18h e 21h, justamente no período de maior trânsito e retorno para casa.

Antes, na Avenida Paulista, o pico costumava ocorrer entre 20h e 23h, quando havia menos circulação de pessoas. Agora, os congestionamentos passaram a facilitar a ação rápida dos assaltantes, segundo a polícia.

A Secretaria da Segurança Pública afirma que reforçou o combate ao quebra vidro com policiamento direcionado, análise de horários críticos e ações contra receptadores. A pasta informou ainda que, desde 2023, mais de 50 mil suspeitos foram presos e que os roubos de celular caíram 20% no primeiro bimestre de 2026.

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