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Operação Coffee Break: PF inicia nova fase contra esquema de fraudes em licitações

Etapa da investigação aprofunda apurações sobre organização criminosa suspeita de manipular licitações e desviar recursos públicos  |  Foto: Divulgação/ Gov.br

Publicado em 15/01/2026, às 14h12   Foto: Divulgação/ Gov.br   Nathalia Quiereguini

A Polícia Federal deflagrou em janeiro de 2026 uma nova fase da Operação Coffee Break, em Campinas interior de São Paulo, reforçando o combate a um esquema de fraudes em licitações públicas que vinha sendo investigado há anos.

Esta fase segundo o Gov.br, representa um aprofundamento das apurações de irregularidades que envolvem contratos públicos com indícios de direcionamento e favorecimentoindevido de determinadas empresas.

PF avança em mais uma fase da Operação Coffee Break e aprofunda investigações sobre fraudes em licitações públicas / Foto: Divulgação/ Gov.br

Origem da investigação: Casa de Papel (2020)

A Operação Coffee Break não começou agora. Ela é um desdobramento da Operação Casa de Papel, deflagrada em junho de 2020, quando a Polícia Federal passou a investigar fraudes em processos de contratação pública, inicialmente verificadas com foco em contratações sem licitação e favorecimento de empresas em prefeituras e órgãos públicos no estado de Pernambuco.

Na época, a Casa de Papel apontou indícios de irregularidades em licitações e contratações que somavam valores significativos, envolvendo uma organização com atuação diversa nos processos de compras públicas.

O que apura a nova fase da Coffee Break

Nesta etapa de 2026, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão em São Paulo, além de aplicar medidas judiciais como bloqueio de bens, com autorização da Justiça.

A ação tem como objetivo aprofundar a coleta de provas, identificar novos envolvidos e desarticular a rede criminosa por completo.

A investigação aponta indícios de uma organização estruturada suspeita de manipular licitações para garantir contratos públicos de forma irregular, com possíveis crimes como:

Por que isso importa

Esquemas como o investigado pela Operação Coffee Break não são meras irregularidades administrativas.

Eles indicam desvios de recursos públicos que deveriam ser aplicados em serviços essenciais, corroendo a confiança da sociedade nas instituições e prejudicando diretamente o uso responsável do orçamento público.

A continuidade das fases da Coffee Break, mostra que as forças de segurança estão focadas em transparência e responsabilização, buscando garantir que os processos de licitação sigam as normas legais e protejam o interesse público.

Classificação Indicativa: Livre


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