Polícia
Publicado em 25/03/2026, às 10h50 Foto: Divulgação/Governo de São Paulo Redação BNews São Paulo
A Polícia Federal e a Polícia Militar deflagraram, nesta quarta-feira (25), uma operação de grande porte para desarticular uma organização criminosa suspeita de aplicar fraudes bancárias milionárias contra a Caixa Econômica Federal.
A ação ocorre em São Paulo, Bahia e Rio de Janeiro, com o cumprimento de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, de acordo com o g1.
Batizada de Operação Fallax, a ofensiva tem como alvo empresários e envolvidos em um esquema estruturado que, segundo as autoridades, atuava desde 2024. Entre os investigados estão Rafael de Gois, CEO do Grupo Fictor, e o ex-sócio Luiz Rubini, ambos com endereços na capital paulista.
Ao todo, a Justiça Federal de São Paulo autorizou 43 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão preventiva. Um dos principais investigados, apontado como líder do grupo, é da cidade de Americana (SP) e está foragido, conforme informou a Polícia Federal.
No interior paulista, as ações se concentram em municípios como Limeira, Santa Bárbara d’Oeste, Americana, Itapira e Rio Claro. Apenas na região de Piracicaba, foram cumpridos 20 mandados de busca e nove de prisão.
De acordo com as investigações, a organização criminosa contava com a participação de funcionários de instituições financeiras, responsáveis por inserir dados falsos nos sistemas bancários. Isso permitia a realização de saques e transferências indevidas.
Para ocultar a origem ilícita do dinheiro, o grupo utilizava empresas de fachada e estruturas empresariais ligadas entre si. Os valores desviados eram posteriormente convertidos em bens de alto valor e até em criptoativos, dificultando o rastreamento pelas autoridades.
A Justiça também determinou o bloqueio e sequestro de bens, incluindo imóveis, veículos e ativos financeiros, até o limite de R$ 47 milhões. Além disso, foi autorizada a quebra de sigilos bancário e fiscal de dezenas de pessoas físicas e jurídicas envolvidas.
As fraudes investigadas podem ultrapassar R$ 500 milhões. Os suspeitos poderão responder por crimes como organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, corrupção e delitos contra o sistema financeiro, com penas que podem superar 50 anos de prisão.
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