Polícia
Publicado em 19/05/2026, às 08h47 - Atualizado às 09h41 Foto: Reprodução/Gov Fernanda Montanha
O Ministério da Justiça e Segurança Pública iniciou, nesta segunda-feira (18), a 11ª etapa da Operação Mute, realizada ao mesmo tempo em 15 estados brasileiros.
A ação integra o programa federal Brasil Contra o Crime Organizado e tem como foco impedir a atuação de facções criminosas a partir dos presídios.
Coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais, a ofensiva busca apreender celulares e materiais proibidos dentro das unidades prisionais. Segundo o governo federal, a estratégia pretende interromper comunicações ilícitas feitas de dentro das cadeias, dificultando a articulação de crimes fora dos estabelecimentos penais.
De acordo com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, o bloqueio dessas comunicações é considerado uma das principais medidas para enfraquecer organizações criminosas que atuam no país, segundo a Agência Gov.
As operações contam com equipamentos especializados adquiridos com investimento de R$ 59 milhões. Entre os recursos utilizados estão scanners corporais, aparelhos de raio X, drones, bloqueadores de sinal e sistemas eletrônicos de monitoramento.
Também é empregado o georradar, tecnologia usada para localizar estruturas ocultas e possíveis rotas de fuga em áreas próximas às unidades prisionais. Durante as ações, mais de 37 mil celas já foram vistoriadas desde o início da operação, conforme dados divulgados pelo governo federal.
Desde 2023, quando a Operação Mute começou, foram apreendidos 7.966 celulares em presídios brasileiros. Além dos aparelhos eletrônicos, as revistas também identificam outras irregularidades dentro das penitenciárias.
Segundo o Ministério da Justiça, mais de 38 mil policiais penais estaduais participaram das operações ao longo das diferentes fases da iniciativa. O trabalho ocorre em parceria com administrações penitenciárias estaduais e forças federais.
Na semana passada, operações realizadas no Tocantins mobilizaram mais de 70 policiais penais estaduais e federais. Já na Bahia, a primeira fase estadual da Operação Mute atingiu nove unidades prisionais em Salvador.
O governo federal afirma que as ações devem ser ampliadas nos próximos meses, com reforço da integração entre as polícias penais estaduais e a União no combate às facções criminosas.
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