Polícia
Publicado em 21/01/2026, às 14h20 Foto: Divulgação/ Gov.br Nathalia Quiereguini
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (21), a Operação Narco Azimut, voltada ao combate de uma quadrilha suspeita de lavar mais de R$ 39 milhões por meio de diferentes mecanismos financeiros, incluindo o uso de criptomoedas.
A ação expõe como organizações criminosas têm diversificado estratégias para ocultar a origem de recursos ilícitos, mesclando métodos tradicionais e tecnologias mais recentes.
A Narco Azimut é resultado direto da Operação Narco Bet, investigação que apura lavagem de dinheiro associada ao tráfico de drogas e que ganhou repercussão após a prisão do influenciador conhecido como Buzeira, segundo informações do G1.
A partir desse inquérito, a PF identificou um novo grupo que atuava especificamente na movimentação e na dissimulação de valores de origem criminosa, tanto no Brasil quanto no exterior.
Segundo a Polícia Federal, os investigados teriam movimentado valores expressivos por diferentes canais.
As apurações apontam R$ 15,5 milhões em dinheiro em espécie, R$ 8,7 milhões por meio de transferências bancárias e R$ 15,4 milhões em criptomoedas.
O uso de criptoativos chamou a atenção dos investigadores pela agilidade das transações e pela tentativa de dificultar o rastreamento do fluxo financeiro.
As investigações indicam que os suspeitos não atuavam de forma isolada. Pessoas físicas e empresas teriam sido utilizadas como apoio para o esquema, funcionando como intermediárias nas transações e ajudando a fragmentar os valores.
Parte dos investigados já havia sido mencionada em apurações anteriores, o que contribuiu para o aprofundamento das diligências.
Ao todo, sete mandados de prisão foram expedidos pela 5ª Vara Federal de Santos (SP).
As ordens judiciais estão sendo cumpridas em Santos, Ferraz de Vasconcelos, São Bernardo do Campo e São José dos Campos, no estado de São Paulo, além de Goiânia (GO) e Armação de Búzios (RJ).
A Justiça determinou o bloqueio e a apreensão de bens dos investigados, além de restrições para movimentação de empresas e transferência de patrimônios adquiridos com dinheiro ilícito. Veículos, dinheiro, equipamentos e documentos já foram apreendidos.
Os envolvidos podem responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, enquanto a PF segue analisando o material recolhido para identificar outros possíveis integrantes do esquema.
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