Polícia
Publicado em 03/03/2026, às 08h21 Foto: Reprodução/Instagram Fernanda Montanha
Peritos identificaram marcas de sangue no interior do box do banheiro do apartamento onde a policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada com um tiro na cabeça. O imóvel fica no Brás, região central de São Paulo.
O caso, inicialmente registrado como suicídio, passou a ser tratado como morte suspeita pela Polícia Civil de São Paulo. A presença de vestígios revelados com uso de luminol pode influenciar na linha de investigação adotada pelos delegados, segundo apuração.
Gisele foi localizada na manhã de 18 de fevereiro no apartamento onde vivia com o marido, o tenente coronel da Polícia Militar do Estado de São Paulo Geraldo Neto. A filha da policial, de 7 anos, não estava no local naquele momento, conta o G1.
De acordo com os investigadores, a perícia do Instituto de Criminalística encontrou traços de sangue no box, ambiente em que o oficial afirmou estar tomando banho quando ouviu o disparo. Já o exame residuográfico apresentou resultado negativo para as mãos de ambos.
A polícia aguarda laudos, incluindo o necroscópico, que deve indicar a trajetória da bala e a distância do disparo. A análise poderá apontar se havia outras lesões no corpo da vítima e esclarecer a dinâmica do ocorrido, conforme fontes ligadas à apuração.
Em depoimento, o tenente coronel declarou que pediu separação à esposa naquela manhã e, em seguida, entrou no banheiro. Cerca de 1 minuto depois, afirmou ter escutado um barulho que associou a uma porta batendo.
Ao sair do chuveiro, disse ter encontrado Gisele caída no chão, com sangramento intenso na cabeça e segurando uma arma de fogo. A policial foi levada ao Hospital das Clínicas, mas não resistiu.
O caso é investigado pelo 8º Distrito Policial do Brás e acompanhado pela Corregedoria da PM. Até o momento, o oficial não é formalmente tratado como suspeito.
Familiares afirmam que Gisele vivia um relacionamento conturbado e relatam episódios de controle e violência psicológica. Segundo parentes, os depoimentos apresentados contribuíram para que a ocorrência deixasse de ser tratada apenas como suicídio, ampliando o escopo investigativo.
A mãe da policial declarou que a filha enfrentava perseguições e discussões frequentes. O advogado da família sustentou que havia comportamento possessivo e restrições impostas à rotina da vítima.
Parentes também afirmam que, dias antes da morte, Gisele teria cogitado deixar o imóvel e planejava pedir divórcio. A família defende que o caso seja apurado como possível feminicídio.
As circunstâncias da morte seguem sob investigação, com expectativa pela conclusão dos exames periciais que devem esclarecer os fatos.