Polícia
Publicado em 09/02/2026, às 18h21 Foto: Reprodução/Redes Sociais. Bianca Novais
O domingo de pré-Carnaval no centro de São Paulo terminou em confusão, grades derrubadas e pessoas passando mal na Rua da Consolação. A concentração excessiva de foliões no desfile do Bloco Skol, que teve show do DJ Calvin Harris, levou o Ministério Público de São Paulo a instaurar um procedimento para apurar possíveis falhas no planejamento e na segurança do evento, segundo informações do Metrópoles.
O tumulto ocorreu no encontro de dois grandes blocos no mesmo trecho da via: o Acadêmicos do Baixo Augusta, tradicional e conhecido por arrastar multidões há mais de uma década, e o Bloco Skol, estreante no Carnaval paulistano e organizado pela patrocinadora Ambev.
A junção dos públicos provocou empurra-empurra, derrubada de grades da Escola Paulista de Magistratura (EPM) e a invasão de áreas usadas como rota de escape.
Antes mesmo do Carnaval, moradores da região e parlamentares já demonstravam preocupação com a decisão de concentrar dois megablocos no mesmo dia e local. A vereadora Marina Bragante (REDE) questionou a prefeitura sobre o risco de superlotação, citando a popularidade dos artistas e a possibilidade de uma dispersão caótica.
A SPTuris afirmou que havia planejamento para horários e pontos de saída distintos, além de isolamento de fachadas. Na prática, porém, a ausência de proteção em áreas sensíveis acabou facilitando danose invasões, como no caso da EPM, que informou que foliões usaram o espaço como saída de emergência.
Em outro ponto da Consolação, foliões entraram no quartel do Corpo de Bombeiros para escapar da pressão da multidão. Relatos nas redes sociais apontam que a Polícia Militar teria usado spray de pimenta e força para retirar as pessoas do local.
A Secretaria da Segurança Pública afirmou que não houve invasão e que cerca de 30 pessoas foram atendidas sem necessidade de encaminhamento médico, mas não esclareceu se houve uso de spray.
A superlotação atrasou e impactou o início do desfile do Baixo Augusta. A organização do bloco classificou o episódio como um desrespeito à sua história. Para Marina Bragante, o problema não foi logístico, mas uma escolha política que ignorou a segurança e o bem-estar dos foliões.
Apesar dos episódios, o prefeito Ricardo Nunes classificou o pré-Carnaval como um sucesso e atribuiu a superlotação exclusivamente à popularidade dos artistas.
A Polícia Militar registrou 12 ocorrências no dia, incluindo furtos, agressões e prisões, e orientou o público a evitar a região após o tumulto.
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