Política
Publicado em 30/01/2026, às 15h54 Foto: Pablo Jacob/Governo do Estado de SP/Walter Campanato/Agência Brasil. Bianca Novais
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, negou qualquer relação de submissão política com o ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou que o vínculo entre ambos é baseado em amizade e lealdade.
A declaração foi uma resposta direta a falas recentes de Gilberto Kassab, secretário de Governo e presidente do PSD, que diferenciou gratidão de dependência ao comentar a trajetória do governador.
Durante a entrega da restauração da Estação Júlio Prestes, Tarcísio disse que momentos difíceis revelam aliados verdadeiros e reforçou que apoio pessoal não se confunde com subordinação política. A informação foi publicada pelo Estadão.
Em entrevista, Kassab havia afirmado que o reconhecimento ao papel de Bolsonaro na ascensão política de Tarcísio não deveria ser confundido com ausência de identidade própria. Para o dirigente do PSD, o governador reúne atributos de uma liderança nacional e, por isso, precisaria demonstrar posicionamento autônomo.
O secretário foi além ao afirmar que, pelo cargo que ocupa e pelas expectativas em torno de seu nome, Tarcísio teria legitimidade para disputar a Presidência da República no futuro. Algo que, segundo Kassab, parte do eleitorado já deseja.
Apesar das especulações, Tarcísio reiterou que não pretende concorrer ao Planalto. Após visitar Bolsonaroem Brasília, ele voltou a afirmar que seu foco é a reeleição ao governo paulista. Segundo o governador, essa decisão vem sendo discutida desde 2023 e permanece inalterada.
A sinalização ocorre em meio ao movimento de Bolsonaro de indicar o senador Flávio Bolsonaro como seu sucessor político, o que, na prática, retira Tarcísio da corrida presidencial no campo bolsonarista.
Com a confirmação de que o governador paulista não será candidato ao Planalto, o PSD passou a trabalhar com outros nomes para uma eventual disputa presidencial. Entre eles estão Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul; Ronaldo Caiado, governador de Goiás; e Ratinho Jr., governador do Paraná.
Se a estratégia se consolidar, será a primeira vez que o partido lançará um candidato próprio à Presidência, redesenhando o tabuleiro político para as próximas eleições.
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