Política
Publicado em 28/01/2026, às 20h00 Foto: Divulgação/Governo de SP Marcela Guimarães
O Governo de São Paulo formalizou nesta quarta-feira (28) a Parceria Público-Privada (PPP) que viabiliza a construção do Túnel Santos-Guarujá.
O contrato foi assinado com o grupo português Mota-Engil e garante quase R$ 7 bilhões em investimentos em um projeto que já é considerado um dos mais relevantes da infraestrutura nacional.
Planejado há mais de um século, o empreendimento finalmente sai do papel e promete transformar a mobilidade entre Santos e Guarujá.
O projeto será o primeiro túnel imerso do Brasil, tecnologia em que os módulos são fabricados fora do canal e depois posicionados no fundo do Porto de Santos.
Assinamos o contrato com a concessionária Túnel Santos-Guarujá. O que era impossível e esperado há 100 anos, a gente vai tornar possível. Agora a gente começa a discutir o projeto funcional e o projeto executivo. No ano que vem, a gente começa a mobilização e o início das obras. Em 2028, a gente começa a fabricar os elementos, que são as 6 partes que vão fazer parte do túnel. Em 2029, a gente começa a submergir esses elementos formando o túnel, para que em 2030, a gente tenha o comissionamento do túnel e ele entregue para a população”, disse Rafael Benini, secretário estadual de Parcerias em Investimentos.
Com investimento estimado em R$ 6,8 bilhões, o túnel terá 870 m de extensão sob o canal portuário, contando com três faixas de rolamento em cada sentido, passagem exclusiva para pedestres e ciclistas, além de uma galeria de serviços.
O contrato de concessão terá duração de 30 anos e cobre também a operação e a manutenção da estrutura.
A expectativa é que a obra gere cerca de 9 mil empregos diretos e indiretos, se tornando um novo eixo de desenvolvimento urbano e logístico da região.
Com o túnel em funcionamento, o tempo de deslocamento entre Santos e Guarujá deve cair para até cinco minutos.
Atualmente, a ligação rodoviária entre as cidades exige um percurso de cerca de 40 km, com tempo médio de viagem de uma hora. Já a travessia por balsa passa por interferências constantes de fatores climáticos e do tráfego de embarcações no porto.
A Mota-Engil garantiu a concessão ao vencer o leilão realizado na B3, em setembro de 2025, apresentando um desconto de 0,5% sobre a contraprestação pública máxima anual, fixada em R$ 438,3 milhões.
As informações detalhadas sobre o projeto, incluindo cronograma e andamento das etapas, estão disponíveis no site oficial do projeto.
Elaboração dos projetos funcional e executivo, estudos complementares, processos de desapropriação e obtenção das licenças ambientais.
Construção da doca seca, dragagens preliminares e instalação dos canteiros de obra.
Pré-moldagem das estruturas do túnel, escavação da trincheira no canal portuário e início das rampas de acesso.
Imersão dos módulos, vedação das juntas e execução das conexões de acesso.
Finalização dos acabamentos, instalação dos sistemas operacionais e realização dos testes finais antes da entrega.
*Com informações da Agência SP
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