Política
Publicado em 01/04/2026, às 08h15 Foto: Reprodução/Metrópoles Fernanda Montanha
Funcionários técnicos e administrativos da Universidade de São Paulo realizaram uma paralisação na tarde desta terça-feira, 31, no campus Butantã, na zona oeste da capital. O movimento foi organizado como forma de pressionar por melhorias salariais e ampliação de benefícios.
A manifestação ocorreu em frente ao prédio da Reitoria. O ato reuniu trabalhadores em defesa de reajustes e mudanças nas condições de trabalho, segundo o Sindicato dos Trabalhadores da USP.
Entre as principais reivindicações estão a equiparação de benefícios, a criação de um valor fixo de R$ 1.200 e a revisão de práticas relacionadas à compensação de horas em períodos de recesso.
Além das pautas salariais, os servidores também pedem o direito ao BUSP para trabalhadores terceirizados e melhorias na permanência estudantil. O sindicato aponta que essas demandas refletem questões estruturais dentro da universidade.
Durante a mobilização, alguns serviços foram afetados. O funcionamento de setores como o Bandejão Central e a prefeitura do campus foi interrompido parcialmente, evidenciando o impacto direto da paralisação no cotidiano da instituição.
Faixas foram espalhadas pelo campus para informar a comunidade acadêmica sobre o movimento. A adesão foi definida em assembleia da categoria, conta o Metrópoles.
Uma nova assembleia já está marcada para o dia 9 de abril. Nessa reunião, os servidores devem avaliar a continuidade das mobilizações e votar a possibilidade de uma greve.
O sindicato indica que o movimento pode se intensificar. A paralisação atual é vista como etapa inicial de pressão por negociações mais amplas, caso não haja avanço nas pautas apresentadas.
A categoria também critica a ausência de propostas voltadas aos funcionários técnico-administrativos nas discussões recentes da universidade.
Outro ponto de insatisfação envolve uma medida apresentada pelo reitor, Aluísio Segurado. A proposta prevê o pagamento de uma gratificação de R$ 4.500 a docentes ao longo de 24 meses.
Segundo o sindicato, não houve menção aos demais trabalhadores. A entidade afirma que a proposta reforça a falta de reconhecimento aos servidores administrativos, que não foram contemplados na iniciativa.
Os representantes da categoria também questionam argumentos relacionados à sustentabilidade financeira da universidade. Para eles, a justificativa utilizada pela Reitoria não se sustenta diante das demandas apresentadas.