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Manifestação em SP reúne apoiadores de Bolsonaro; entenda as pautas

A manifestação na Avenida Paulista reuniu apoiadores de Jair Bolsonaro, exigindo anistia e criticando decisões do STF.  |  Foto: Reprodução/Instagram

Publicado em 26/01/2026, às 09h29   Foto: Reprodução/Instagram   Fernanda Montanha

A Avenida Paulista recebeu, na tarde deste domingo, uma manifestação organizada por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. O protesto reuniu apoiadores do político e ocupou a região em frente ao prédio da Fiesp, tradicional ponto de concentração de atos políticos na capital paulista.

A mobilização começou por volta das 15h e foi encerrada pouco antes das 16h20. Durante esse intervalo, os manifestantes exibiram faixas, cartazes e entoaram palavras de ordem em defesa do ex-presidente.

O principal foco do ato foi a pressão sobre o Judiciário, especialmente em relação às decisões que envolvem Bolsonaro e seus aliados, segundo o Uol.

Foto: Reprodução/Agência Brasil

Pedido de anistia e críticas ao STF

Entre as pautas levantadas, o pedido de anistia ao ex-presidente e aos condenados pelos atos de 8 de janeiro ganhou destaque. Sem expectativa de aprovação dessa medida no curto prazo, os manifestantes passaram a defender a concessão de prisão domiciliar a Bolsonaro, que cumpre pena na Papudinha.

Gritos de “Bolsonaro em casa” ecoaram ao longo do protesto. A tentativa é sensibilizar ministros do Supremo Tribunal Federal, pressionando a Corte a rever o regime de prisão do ex-presidente. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o governador Tarcísio de Freitas chegaram a procurar ministros pessoalmente, mas até agora não houve avanço.

O ministro Alexandre de Moraes foi um dos principais alvos das críticas. Em um trio elétrico posicionado em frente à Fiesp, políticos acusaram o magistrado de perseguição política e fizeram discursos duros contra suas decisões.

Temas paralelos e símbolos no protesto

Além das críticas ao STF, o caso envolvendo o Banco Master também entrou na pauta. O vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo, discursou pedindo esclarecimentos sobre as investigações e defendeu a criação de uma CPMI no Congresso Nacional.

A cobrança por transparência foi usada como argumento central, conectando o tema às críticas institucionais.

Bonecos infláveis representando ministros do Supremo, como Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Dias Toffoli, foram erguidos na avenida. Um deles segurava um cartaz com referência a um contrato milionário ligado à esposa de Moraes. Ao lado, outro boneco fazia alusão ao presidente Lula, retratado com roupa de presidiário.

Presenças políticas e articulação nacional

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro participou brevemente do ato por meio de uma chamada de vídeo, sem discursar. Já Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente e pré-candidato a deputado federal, falou ao público pedindo a libertação de Jair Bolsonaro.

Paralelamente ao protesto em São Paulo, um ato com pautas semelhantes acontecia em Brasília, organizado pelo deputado federal Nikolas Ferreira. Segundo o deputado estadual Gil Diniz, um dos organizadores na Paulista, a ideia foi atender apoiadores que não conseguiram ir à capital federal. A estratégia buscou ampliar o alcance da mobilização bolsonarista.

Gil Diniz também cobrou posicionamento público de outros parlamentares alinhados ao grupo, defendendo apoio explícito às pautas de anistia e à possível candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.

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