Política
Publicado em 12/02/2026, às 10h48 Foto: Edi Sousa/Ato Press/Estadão Conteúdo Érica Sena
Fantasia, música alta e milhões de pessoas nas ruas fazem parte do carnaval de São Paulo. Em meio à festa, porém, um dado chama a atenção: quase 20% dos roubos e furtos de celulares ocorreram em circuitos de megablocos, segundo levantamento feito a partir de boletins de ocorrência registrados na Secretaria da Segurança Pública (SSP).
Ao todo, a capital paulista contabilizou 6.067 ocorrências durante os oito dias de folia em 2025. Desse total, 1.145 casos foram registrados especificamente nos trajetos de grandes blocos, conhecidos por reunir multidões em vias amplas e de grande circulação, como citado pelo G1.
A estimativa da Prefeitura de São Paulo é que cerca de 16 milhões de pessoas tenham participado do carnaval, distribuídas em 601 blocos oficialmente cadastrados.
O volume expressivo de foliões ajuda a explicar a concentração de crimes em regiões estratégicas da cidade, especialmente nos trajetos mais tradicionais.
Entre as vias com maior número de registros estão a Avenida Pedro Álvares Cabral, a Rua da Consolação, a Avenida Marquês de São Vicente, a Rua Augusta e a Praça da República.
Esses endereços fazem parte de circuitos consagrados de megablocos, como o Pipoca da Rainha, comandado por Daniela Mercury, e o Acadêmicos do Baixo Augusta, que tradicionalmente arrastam multidões.
A Avenida Paulista, que ao longo do ano costuma liderar estatísticas relacionadas a roubos e furtos de celulares, apareceu na oitava posição no ranking durante o período carnavalesco. Embora não receba desfiles, a via fica próxima a importantes trajetos de blocos, o que impacta o fluxo de pessoas na região.
Para compor o levantamento, foram consideradas todas as ocorrências registradas no pré-carnaval (22 e 23 de fevereiro), no carnaval (1º a 4 de março) e no pós-carnaval (8 e 9 de março). Os dados reforçam o alerta das autoridades para que foliões redobrem a atenção com objetos pessoais em meio às multidões.