Política

Produtora do Dark Horse é desmentida pelo Governo de SP em caso envolvendo Carla Zambelli

A Secretaria da Cultura contestou declarações de Karina da Gama sobre o filme 'Dark Horse', cinebiografia de Jair Bolsonaro, envolvendo um impasse financeiro.  |  

Publicado em 20/05/2026, às 10h38      Fernanda Montanha

A Secretaria da Cultura do governo Tarcísio de Freitas contestou declarações feitas por Karina da Gama, sócia da produtora GoUp, responsável pelo filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex presidente Jair Bolsonaro.

O impasse envolve um suposto termo de fomento relacionado à produção de uma série documental financiada com emendas parlamentares.

Karina também preside a Academia Nacional de Cultura, entidade indicada para receber recursos destinados à série “Heróis nacionais – Filhos do Brasil que não se rende”. Segundo a empresária, o termo teria sido assinado, embora os valores ainda não tenham sido repassados.

Em nota, porém, a Secretaria da Cultura afirmou que nenhum acordo foi oficialmente firmado com a entidade. De acordo com o governo paulista, a ONG não cumpriu exigências técnicas e jurídicas necessárias para a formalização do repasse, conta o Metrópoles.

Governo aponta problemas em direitos autorais

Segundo a pasta, um dos entraves envolve a titularidade dos direitos autorais da obra. O governo informou que os direitos pertencem ao diretor do projeto, e não à ONG presidida por Karina da Gama.

Por esse motivo, a secretaria declarou que a situação inviabilizou qualquer assinatura de termo de fomento. Ainda assim, a assessoria de Karina havia afirmado anteriormente que o documento foi assinado, embora os recursos permanecessem retidos pelo Estado.

As emendas destinadas ao projeto foram indicadas por parlamentares alinhados ao bolsonarismo. Entre os valores citados estão R$ 1 milhão enviados por Carla Zambelli e R$ 1 milhão do deputado Marcos Pollon.

STF e TCU acompanham movimentações

O caso também passou a ser acompanhado pelo Supremo Tribunal Federal. O ministro Flávio Dino determinou investigação sobre entidades ligadas a Karina da Gama, incluindo o Instituto Conhecer Brasil e a Academia Nacional de Cultura.

A decisão ocorreu após a divulgação de um áudio envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro. As investigações analisam o destino de recursos ligados à produção cinematográfica, além de possíveis conexões com entidades administradas pela empresária.

O Tribunal de Contas da União também abriu apuração sobre a destinação das emendas. O órgão apontou que os recursos enviados pela União foram transferidos inicialmente para contas do Tesouro Estadual, prática considerada incompatível com as regras para verbas desse tipo.

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