Política
Publicado em 13/01/2026, às 17h54 - Atualizado às 17h56 Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil Marcela Guimarães
A gestão do prefeito Ricardo Nunes (Republicanos) deve passar por uma reconfiguração significativa nos próximos meses.
A mudança envolve parte do primeiro escalão da Prefeitura de São Paulo e está diretamente ligada ao calendário eleitoral de outubro, que obriga candidatos a deixarem cargos públicos seis meses antes da votação.
No total, nove dos 35 secretários da administração municipal devem se afastar para disputar as eleições, estas marcadas para o dia 4 de outubro.
Em coletiva realizada na última quinta-feira (9), o prefeito fixou o dia 27 de março como prazo final para as saídas, dando início a uma reorganização que vai além do cumprimento da legislação.
A movimentação atinge aproximadamente um quarto do secretariado e representa um teste de articulação para o prefeito.
Enquanto aliados deixam a gestão para buscar novos mandatos, Nunes terá que manter o funcionamento da máquina pública sem quebrar as áreas estratégicas.
Alguns nomes que deixam o governo municipal são figuras com grande peso político, incluindo ex-prefeitos de cidades importantes da Grande São Paulo e do interior, como São Bernardo do Campo, Osasco, Jundiaí e Suzano.
A estratégia mostra a tentativa de aumentar a influência política do grupo para além da capital paulista.
O próprio prefeito avaliou o cenário de forma positiva. “De certa forma, é muito bom para a cidade. Acreditamos que todos os secretários que sairão são candidatos fortes”, afirmou.
A expectativa é fortalecer a presença de aliados na Câmara dos Deputados, na Assembleia Legislativa e no Senado, melhorando a defesa de pautas ligadas a São Paulo.
Ricardo Nunes também sinalizou que parte dos afastamentos pode ser provisória. Ele citou o caso de Rodrigo Ashiuchi como exemplo de secretário que, em caso de eleição, poderá retornar futuramente à administração municipal.
A manutenção da unidade política durante esse período será importante para a governabilidade até o fim do mandato.
A reformulação atinge áreas sensíveis da gestão, como Casa Civil, Segurança Urbana e Habitação.
Além disso, parlamentares que atualmente ocupam cargos no Executivo devem reassumir seus mandatos na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa.
A lista de secretários confirmados para deixar os cargos inclui:
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