Política
Publicado em 27/01/2026, às 09h02 Foto: Reprodução/Nilton Fukuda/Secretaria da Cultura Érica Sena
O estado de São Paulo reafirma sua posição de liderança no setor cultural e criativo ao concentrar 20,6% de todos os trabalhadores da cultura e da economia criativa do Brasil, o equivalente a cerca de 1,6 milhão de pessoas ocupadas.
Os dados fazem parte do Boletim de Empregos na Economia Criativa, apresentado nesta segunda-feira (26) pelo Governo de São Paulo, em parceria com a Fundação Seade.
Segundo a pesquisa, o avanço paulista ocorre em ritmo superior ao nacional. Enquanto o Brasil passou de 6,4 milhões de ocupados no setor em 2012 para 7,7 milhões em 2023, São Paulo registrou crescimento de 1,1 milhão para 1,6 milhão no mesmo período.
A aceleração se intensificou a partir de 2021, quando a expansão no estado chegou a 21,1%, quase o dobro da média nacional, como citado pela Agência de Notícias do Governo do Estado de São Paulo.
O levantamento mostra que, em 2023, o crescimento da economia criativa paulista alcançou 11,4%, quase três vezes o índice registrado no país. Atualmente, o setor representa 6,5% do total de ocupados em São Paulo, evidenciando seu peso estrutural no mercado de trabalho estadual.
Para a secretária da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Marilia Marton, os números refletem a força de uma cadeia produtiva diversificada. “São Paulo se consolida cada vez mais como potência no cenário criativo do Brasil”, afirmou. Segundo ela, o setor tem papel central na geração de emprego, renda e transformação social.
Entre as atividades com maior participação na economia criativa paulista estão software, videogames, serviços de computação e web, que responderam por 28,4% dos postos de trabalho em 2023. Publicidade, pesquisa e desenvolvimento, além de arquitetura e design de interiores, também apresentaram crescimento expressivo, acompanhando a demanda por inovação e soluções tecnológicas.
O boletim aponta ainda que o PIB da economia criativa em São Paulo atingiu R$ 136,6 bilhões em 2022, valor que corresponde a 5,2% do PIB estadual. O desempenho confirma a relevância econômica do setor ao longo da última década.
Desenvolvido com base em metodologias alinhadas a padrões internacionais da ONU e da Unesco, o estudo garante comparabilidade global e adequação à realidade brasileira. Os dados reforçam o papel estratégico de São Paulo como principal motor da economia criativa no país.
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