Política
Publicado em 29/04/2026, às 21h52 Foto: Divulgação/Josué Damacena (IOC/Fiocruz). Bianca Novais
A Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo confirmou o segundo caso importado de sarampo em 2026. A informação foi divulgada pela Agência Brasil.
O paciente é um homem de 42 anos, morador da Guatemala, com histórico de vacinação contra a doença.
O caso foi identificado no fim de março na capital paulista e posteriormente confirmado por exames laboratoriais. Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre o estado de saúde do paciente.
A classificação como “importado” indica que não há evidência de transmissão local do vírus até o momento.
Este é o segundo registro do tipo em São Paulo neste ano. O primeiro envolveu um bebê de seis meses que não havia sido vacinado e que esteve na Bolívia em janeiro. Em 2025, o estado também contabilizou dois casos importados, sem registros de circulação interna sustentada do vírus.
Apesar disso, a presença recorrente de casos vindos do exterior mantém o sistema de saúde em alerta, especialmente diante do aumento da circulação do sarampo em outros países do continente.
Dados recentes indicam crescimento significativo da doença nas Américas. No último ano, foram confirmados 14.767 casos em 13 países. Já em 2026, esse número ultrapassa 15,3 mil registros, com maior concentração em países como México, Guatemala, Estados Unidos e Canadá.
O cenário reforça a preocupação das autoridades sanitárias com a possibilidade de reintrodução do vírus em regiões onde a doença já havia sido controlada.
O sarampo é uma infecção altamente contagiosa, transmitida pelo ar ao tossir, espirrar, falar ou até respirar. Uma única pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 90% das pessoas próximas que não estejam imunizadas.
Os sintomas mais comuns incluem febre alta, acima de 38,5°C, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, conjuntivite, coriza e mal-estar intenso. Em casos mais graves, a doença pode evoluir para complicações como pneumonia, encefalite, cegueira e até morte.
A principal forma de prevenção é a vacinação, disponível no Calendário Nacional. A primeira dose deve ser aplicada aos 12 meses de idade, e a segunda aos 15 meses, garantindo proteção mais ampla contra o vírus e suas complicações.