Política
Publicado em 31/03/2026, às 17h29 Foto: Divulgação/Governo de SP. Bianca Novais
O Governo de São Paulo anunciou a ampliação da rede de proteção às mulheres com a criação de 69 novas salas de atendimento especializado em delegacias, em um pacote de medidas voltado ao enfrentamento da violência de gênero.
A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla de políticas públicas e foi divulgada pela Agência SP.
A proposta prevê a instalação de 60 unidades no interior e outras 9 na capital paulista, distribuídas em diferentes regiões da cidade para ampliar o acesso ao serviço. As estruturas funcionarão dentro de unidades da Polícia Civil e foram planejadas para garantir atendimento mais ágil, reservado e humanizado às vítimas.
As chamadas Salas DDM (Delegacias de Defesa da Mulher) têm como objetivo descentralizar o atendimento e facilitar o acesso das mulheres aos serviços de proteção.
Na prática, elas permitem que vítimas registrem ocorrências e recebam orientação sem precisar se deslocar até uma delegacia especializada.
Além do registro formal, os espaços oferecem escuta qualificada, encaminhamento para medidas protetivas e conexão com a rede de apoio social e jurídica.
Na capital, as novas unidades estarão distribuídas por regiões como Centro, zonas Norte, Sul, Leste e Oeste, ampliando a cobertura territorial do serviço.
A expansão alcança dezenas de municípios paulistas, incluindo cidades de diferentes regiões administrativas. A estratégia é aproveitar estruturas já existentes, o que deve acelerar a implementação das salas e ampliar rapidamente a capacidade de atendimento.
A previsão do governo é que todas as unidades entrem em funcionamento ao longo dos próximos meses, dentro de um cronograma considerado prioritário.
A criação das novas salas integra um conjunto maior de ações voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher. Entre as medidas anunciadas estão um plano decenal de metas, atendimento itinerante por meio de unidades móveis e suporte a órfãos de feminicídio.
O pacote também prevê maior integração entre órgãos públicos, incluindo sistema de Justiça e áreas sociais, com o objetivo de tornar o atendimento mais eficiente e articulado.
Com a ampliação, o estado busca fortalecer uma rede de proteção mais capilarizada e acessível, reduzindo barreiras para denúncias e ampliando o acolhimento às vítimas.
A aposta do governo é que a combinação entre expansão física, integração institucional e atendimento humanizado contribua para melhorar a resposta do poder público diante da violência contra a mulher e incentive mais denúncias.