Política
Publicado em 06/05/2026, às 11h20 Foto: reprodução/Unsplash Fernanda Montanha
O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) solicitou que o Tribunal de Contas da União investigue despesas do deputado federal Wilson Santiago com uma empresa ligada à própria família.
Os valores foram pagos com recursos da Câmara dos Deputados, o que contraria as regras da Casa.
Segundo a apuração, o parlamentar recebeu reembolso por gastos com aluguel de veículos contratados junto à Construtora e Locadora JMX, empresa que tem como sócios dois de seus sobrinhos.
Entre 2024 e 2026, as notas fiscais emitidas pela locadora resultaram em R$ 203 mil em reembolsos, todos pagos por meio da cota parlamentar destinada ao exercício do mandato, segundo o Metrópoles.
A empresa envolvida tem entre os sócios Thiago Santiago e Thaísa Santiago, filhos de José Milton Santiago, irmão falecido do deputado. Thiago também é conhecido como Thiago de Azulão e atualmente exerce mandato como vereador em Uiraúna, na Paraíba, pelo Republicanos.
De acordo com os documentos fiscais, Wilson Santiago alugou dois veículos em períodos distintos: um Tiggo 7, da Caoa Chery, e um Jeep Commander, classificado como SUV de luxo.
Parte dos comprovantes inclui recibos assinados por Thiago Santiago ou por sua filha, reforçando a ligação familiar na relação comercial analisada.
Na representação enviada ao TCU, o subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado afirma que há indícios de desvio de finalidade no uso da cota parlamentar e possível favorecimento econômico de parentes do deputado.
Segundo ele, a verba pública pode ter sido transformada em fonte de renda para o núcleo familiar do parlamentar, o que afrontaria princípios como legalidade, moralidade, impessoalidade e economicidade.
O pedido inclui ressarcimento integral dos valores aos cofres públicos, com correção e demais encargos, além da aplicação de multa proporcional ao dano e à gravidade da conduta.
O subprocurador também solicita medidas preventivas junto à Câmara dos Deputados e, caso sejam identificados indícios de improbidade administrativa ou crimes, o envio do caso ao Ministério Público Federal para nova apuração.