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O assassinato de Eliza Samudio, ocorrido em 2010, voltou a mobilizar a opinião pública nas últimas semanas após a descoberta de um passaporte da jovem em um hotel em Portugal.
O documento reacendeu especulações e coincidiu com a repercussão do documentário “A Vítima Invisível: O Caso Eliza Samudio”, disponível na Netflix desde 2024, que revisita os detalhes de um dos crimes mais emblemáticos da história recente do país.
Eliza tinha 25 anos quando desapareceu, e seu corpo nunca foi localizado. O ex-goleiro Bruno Fernandes, então ídolo do Flamengo, foi condenado como mandante do crime, junto com outros envolvidos. Mesmo após 14 anos, o caso segue cercado por lacunas e questionamentos que alimentam o interesse público, as informações são do Metrópoles.
A produção da Netflix reconstrói os acontecimentos que antecederam o desaparecimento de Eliza e dá destaque a um dos pontos mais sensíveis do processo: a ausência do corpo. No filme, a mãe da vítima, Sônia Moura, lê o atestado de óbito da filha, no qual consta que o cadáver nunca foi encontrado, estando oficialmente “ocultado”.
Autoridades que atuaram no caso, como a juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues e o delegado responsável pela investigação, explicam como foi possível condenar os réus mesmo sem a prova material direta.
Eliza Samudio desapareceu em 4 de junho de 2010, após avisar amigos que faria uma viagem. Meses depois, suspeitos confessaram o assassinato. O caso ganhou enorme repercussão nacional pela participação de Bruno Fernandes, que mantinha um relacionamento com Eliza desde 2009 e era pai de Bruninho, filho do casal.
Em março de 2013, Bruno foi condenado a 20 anos e nove meses de prisão por homicídio triplamente qualificado, além de sequestro e cárcere privado do próprio filho. Também foram condenados Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, e Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão.
Na última sexta-feira (2), o Consulado-Geral do Brasil em Lisboa confirmou ter recebido um passaporte antigo em nome de Eliza Samudio, encontrado em um imóvel em Portugal. O documento, que registra entrada no país em 2007 sem saída formal, foi encaminhado para análise do Itamaraty.
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