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Atitude de Virginia com fantasia pode prejudicar a Grande Rio? Entenda polêmica

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Falhas na fantasia, como a de Virginia, podem impactar a nota da escola dependendo da interpretação dos jurados  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Instagram
Érica Sena

por Érica Sena

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Publicado em 18/02/2026, às 12h20



A influenciadora Virginia Fonseca, 26 anos, fez sua aguardada estreia como rainha de bateria da Acadêmicos do Grande Rio na madrugada desta quarta-feira (18), durante o terceiro e último dia de desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro.

A apresentação ocorreu na tradicional Marquês de Sapucaí e foi marcada tanto pela empolgação do público quanto por imprevistos envolvendo a fantasia da influenciadora, como citado pela CNN Brasil.

Na avenida, Virginia enfrentou dificuldades com o figurino. O costeiro, estrutura ornamental posicionada nas costas e que compunha a imponência da fantasia, pesava cerca de 12 quilos.

Em determinados momentos, a peça precisou ser retirada após a empresária relatar dores, o que fez com que ela cruzasse ao menos um dos módulos de jurados sem o adereço completo. Além disso, o tapa-sexo apresentou um pequeno deslocamento durante o desfile, embora não tenha havido exposição íntima.

Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram a rainha passando sem o costeiro diante do Módulo 4 de julgamento, levantando questionamentos sobre possível perda de pontos no quesito Fantasia. Mas afinal, a situação pode prejudicar a escola?

O que diz o regulamento?

O cargo de rainha de bateria, apesar de ter grande visibilidade e peso simbólico, não aparece como quesito específico no Manual do Julgador nem no regulamento da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa). As notas são atribuídas à escola como um todo, dentro de categorias previamente definidas.

No quesito Fantasia, os jurados avaliam critérios como beleza, criatividade, diversidade e acabamento, com notas que variam de 9 a 10, divididas nos subquesitos concepção e realização.

fantasia virginia
Foto: Divulgação

O texto prevê punição em casos de “falta significativa” de elementos originalmente propostos ou quando há grande quantidade de materiais quebrados em uma mesma ala.

Entretanto, o regulamento também especifica que não devem ser consideradas, dentro do quesito Fantasia, as vestimentas que compõem alegorias, a comissão de frente e o casal de mestre-sala e porta-bandeira. A rainha de bateria não é mencionada explicitamente, o que abre margem para interpretação.

Assim, caso algum jurado entenda que a ausência do costeiro comprometeu a concepção original da fantasia apresentada pela escola, pode haver desconto na nota. Porém, tudo dependerá da avaliação individual e do entendimento sobre o impacto real do problema na harmonia visual do conjunto.

E quanto ao tapa-sexo?

As regras são claras ao proibir nudez total na avenida. Caso haja exposição de genitália, a escola perde 0,5 ponto automaticamente.

No caso de Virginia, apesar do deslocamento parcial do tapa-sexo, não houve nudez, o que, em tese, afasta punição nesse aspecto. Agora, resta aguardar a divulgação oficial das notas para saber se os imprevistos terão reflexo no resultado final da Grande Rio.

Classificação Indicativa: Livre

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