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Disponível na Netflix, "Peaky Blinders: O Homem Imortal" marca o capítulo final da história da família Shelby, trazendo um desfecho intenso para um dos personagens mais marcantes da TV.
Sob direção de Tom Harper, o longa revisita o universo da série com um tom mais político e melancólico.
Cillian Murphy retorna como Tommy Shelby, entregando uma performance carregada de peso emocional. A trama se passa em 1940, anos após os eventos da sexta temporada, e encontra o protagonista vivendo isolado, consumido pela culpa e pelas perdas familiares, as informações são do Terra.
A história ganha força quando eventos trágicos obrigam Tommy a sair do exílio. A morte de Ada e o envolvimento de seu filho, Duke, em um esquema liderado por um aliado do fascismo colocam o clã Shelby novamente no centro de uma conspiração perigosa.
Beckett articula um plano ligado ao regime nazista, utilizando falsificação de dinheiro para enfraquecer a economia britânica durante a guerra. Esse contexto transforma o filme em um thriller político, deixando de lado o foco nas apostas ilegais para explorar conflitos ideológicos.
O elenco também traz reforços importantes, como Barry Keoghan no papel de Duke Shelby, além de Rebecca Ferguson e Tim Roth, que adicionam ainda mais tensão à narrativa.
O clímax acontece durante uma missão de infiltração na operação criminosa de Beckett. Tommy consegue desmantelar o esquema, mas acaba gravemente ferido. É nesse momento que o filme entrega sua cena mais impactante.
Consciente de que não sobreviveria, Tommy toma uma decisão final: pede para que Duke seja o responsável por dar o último tiro. O gesto simboliza a transferência definitiva de poder e a aceitação de seu próprio destino.
A morte de Tommy Shelby encerra sua trajetória de forma trágica, mas coerente com tudo que construiu ao longo dos anos. O personagem, que sempre buscou controle, encontra no sacrifício a única forma de garantir a continuidade do legado da família.
Classificação Indicativa: Livre