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Morre o escritor Luis Fernando Veríssimo, aos 88 anos

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Filho do escritor Érico Verissimo, Luis Fernando teve uma carreira rica, passando pelo jornalismo e pela música antes de se consagrar.  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Redes Sociais
Fernanda Montanha

por Fernanda Montanha

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Publicado em 30/08/2025, às 09h43



O Brasil perdeu neste sábado (30) um de seus escritores mais admirados: Luis Fernando Verissimo faleceu aos 88 anos, em Porto Alegre (RS). Internado desde 11 de agosto no Hospital Moinhos de Vento para tratar uma pneumonia, o autor não resistiu.

O gaúcho já vinha enfrentando problemas de saúde nos últimos anos. Em 2016, precisou implantar um marca-passo; em 2020, enfrentou um câncer ósseo; e em 2021 sofreu um AVC, que o afastou definitivamente da escrita. Também convivia com as limitações da doença de Parkinson.

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Com mais de 70 livros publicados, Verissimo conquistou milhões de leitores com humor, ironia e olhar crítico sobre o cotidiano.

Uma vida marcada pela cultura

Filho do também escritor Érico Verissimo e de Mafalda Halfen Volpe, nasceu em Porto Alegre em 26 de setembro de 1936. Parte da infância e adolescência foi vivida nos Estados Unidos, onde concluiu os estudos.

De volta ao Brasil, em meados dos anos 1950, começou a trabalhar na Editora Globo, passando pelo setor de arte. Também integrou o grupo musical Renato e seu Sexteto antes de estrear como revisor no jornal Zero Hora. Em 1969, ganhou uma coluna diária no periódico, tornando-se uma voz reconhecida no jornalismo cultural.

Na década seguinte, ampliou sua atuação na imprensa, escrevendo para a Folha da Manhã e fundando, junto com amigos, o semanário O Pato Macho, publicação independente de humor e crítica social.

Rotina e paixões pessoais

Mesmo com as limitações físicas, Verissimo mantinha uma rotina leve e repleta de referências culturais. Segundo a Folha de S. Paulo, gostava de ouvir jazz diariamente, folheava o Zero Hora todas as manhãs e acompanhava de perto os jogos do Internacional, além de partidas de campeonatos europeus.

Sucesso editorial e legado

Seu primeiro livro, O Popular, saiu em 1973, mas foi com O Analista de Bagé (1981) que alcançou projeção nacional. Ao longo da carreira, vendeu aproximadamente 5,6 milhões de exemplares.

Além da literatura, também se destacou em revistas como Veja e Playboy, jornais como Estadão e O Globo e programas de humor na TV Globo. Na música, integrou o grupo Jazz 6 e chegou a gravar como saxofonista, incluindo composições para Kleiton & Kledir.

Obras que marcaram gerações

Entre seus livros mais lembrados estão Comédias da Vida Privada, A Velhinha de Taubaté, Ed Mort: Todas as Histórias, O Clube dos Anjos e Os Espiões.

Classificação Indicativa: Livre

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