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"O Museu da inocência": veja 5 curiosidades sobre a novela turca da Netflix

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Baseada em livro premiado, a novela recria Istambul dos anos 1970 e aposta em obsessão e final trágico para fugir do romance tradicional  |   BNews SP - Divulgação Foto: Divulgação/Netflix.
Bianca Novais

por Bianca Novais

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Publicado em 20/02/2026, às 08h53



A nova série turca "O Museu da Inocência", disponível na Netflix, estreou cercada de curiosidade. Segundo o site Cosmo Nerd, a produção adapta o romance homônimo de Orhan Pamuk, publicado em 2008, e amplia para a tela uma das obras mais discutidas do autor.

Vencedor do Nobel

Pamuk havia conquistado o Prêmio Nobel de Literatura em 2006, e o livro marcou seu retorno ao romance após a premiação. Na trama, obsessão amorosa, memória e identidade cultural se entrelaçam, em uma narrativa que evita soluções fáceis e desafia o público.

Kemal e Füsun são os protagonistas de "O Museu da Inocência". Foto: Divulgação/Netflix.
Kemal e Füsun são os protagonistas de "O Museu da Inocência". Foto: Divulgação/Netflix.

O museu existe?

Um dos aspectos mais surpreendentes da história é que o museu que dá nome à série não é apenas recurso narrativo. Em 2012, o escritor inaugurou em Istambul um espaço físico inspirado na obra, reunindo objetos semelhantes aos descritos no livro.

A iniciativa criou um diálogo direto entre literatura e vida real, movimento que a adaptação televisiva também busca reproduzir ao apostar em uma estética que valoriza detalhes e lembranças materiais.

A cidade como personagem

Ambientada na Istambul dos anos 1970, a série transforma a cidade em elemento central da narrativa. Mais do que cenário, o espaço urbano influencia decisões, limitações sociais e conflitos de classe vividos pelos personagens.

Essa relação entre ambiente e estado emocional, já fundamental no romance, foi preservada na adaptação. O retrato histórico e cultural minucioso contribui para a sensação de autenticidade, mesmo que a trama não seja baseada em fatos reais.

Ficção com aparência de realidade

Kemal, Füsun e os demais personagens são inteiramente ficcionais. Ainda assim, o realismo da ambientação e a atenção aos costumes da época fazem com que muitos espectadores questionem se a história teria inspiração em uma história real.

A força desse efeito está justamente na combinação entre memória pessoal e reconstrução histórica, que sustenta a tensão dramática ao longo dos episódios.

Final sem conto de fadas

Ao contrário de produções que privilegiam reconciliação e redenção, a série opta por um desfecho que não entrega uma solução romântica convencional. O foco recai sobre as consequências da obsessão de Kemal e sua escolha de preservar o passado em vez de superá-lo.

Classificação Indicativa: Livre

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