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A chegada de um novo ano costuma ser acompanhada por metas de saúde e bem-estar. É nesse contexto que o Janeiro Seco (Dry January) ganha força no Brasil e no mundo. A proposta é simples: ficar 30 dias sem ingerir bebidas alcoólicas como forma de compensar os excessos das festas de fim de ano.
Embora um mês pareça pouco tempo, especialistas afirmam que o intervalo já é suficiente para provocar mudanças perceptíveis no corpo e na rotina, além de ajudar a criar uma relação mais consciente com o álcool, as informações são da Folha Vitória.
Um dos principais beneficiados pelo Janeiro Seco é o fígado, órgão responsável por metabolizar o álcool. Com a interrupção do consumo, o fígado inicia um processo de recuperação, reduzindo o acúmulo de gordura e melhorando sua função de filtrar toxinas.
Além disso, o sistema digestivo tende a apresentar melhora significativa. Sintomas como refluxo, azia, gastrite, estufamento abdominal e irregularidade intestinal costumam diminuir ao longo das semanas sem álcool. Isso acontece porque a bebida alcoólica irrita a mucosa do estômago e contribui para processos inflamatórios no trato gastrointestinal.
Outro efeito comum após 30 dias sem álcool é a mudança na tolerância do organismo. Ao retomar o consumo, muitas pessoas percebem que pequenas quantidades já provocam efeitos mais intensos, como mal-estar ou ressaca mais rápida. Esse sinal costuma funcionar como um alerta natural para o consumo excessivo.
Por isso, o Janeiro Seco vai além de um simples desafio mensal. Para muitos, a experiência se transforma em um ponto de virada, incentivando hábitos mais moderados ao longo do ano ou até o aumento do período sem beber.
Mais do que eliminar o álcool temporariamente, a proposta é observar como o corpo reage quando deixa de ser sobrecarregado. A resposta positiva costuma surpreender, e pode ser o primeiro passo para escolhas mais saudáveis e conscientes no dia a dia.
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