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Ovos de dinossauro carnívoro surpreendem moradores no interior de SP; veja

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Ovos pertencem a dinossauros terópodes, grupo de carnívoros de pequeno porte que habitaram a região há cerca de 60 a 80 milhões de anos  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/YouTube
Marcela Guimarães

por Marcela Guimarães

Publicado em 29/08/2025, às 18h31



Uma descoberta impressionante no interior paulista mostrou a importância dos estudos científicos da região.

O paleontólogo William Nava, coordenador do Museu de Paleontologia de Marília, encontrou uma ninhada de ovos fossilizados de dinossauros carnívoros no Parque dos Girassóis, em Presidente Prudente (SP).

Conforme publicado pelo portal Gazeta de São Paulo, a descoberta ocorreu no fim de 2021 e despertou grande interesse no meio.

Um ano antes, no mesmo local, William já havia identificado ovos fossilizados de crocodilos, primeiro indício do potencial do sítio arqueológico, que agora é visto como um dos mais ricos do Brasil.

Os fósseis pertencem a dinossauros terópodes, grupo de carnívoros de pequeno porte que habitaram a região há cerca de 60 a 80 milhões de anos, durante o Cretáceo Superior.

Ovos de dinossauros no interior paulista
Foto: Reprodução/YouTube

Diferenças entre crocodilos e dinossauros

O pesquisador destaca que os ovos encontrados em 2020, de crocodilos, mediam 6 por 3,5 centímetros e tinham textura lisa ou levemente porosa.

Já os de dinossauro chegam a 13 por 7 centímetros e apresentam delicadas ondulações na superfície, parecidas com as linhas sinuosas.

Essas características, por mais que sejam sutis, são importantes na hora da identificação precisa daquele animal que viveu na região.

Outro ponto notável é que os ovos estão preservados em excelente estado. Apesar de não terem eclodido, existe a possibilidade de que um deles esconda um embrião fossilizado, algo inédito no Brasil e super raro no mundo.

Se confirmado, o achado pode trazer informações quentinhas sobre o desenvolvimento dos dinossauros carnívoros.

Até o momento, porém, não foi possível identificar a espécie exata que botou os ovos, já que não foram encontrados outros fósseis, como dentes ou ossos.

Próximos passos da pesquisa

Fragmentos das cascas já foram enviados para análise na Universidade de Brasília (UnB). Com ajuda da microscopia eletrônica de varredura, os cientistas poderão investigar a composição mineral dos fósseis, entender como ocorreu a fossilização e coletar pistas sobre o ambiente onde os ovos foram preservados. Assista:

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