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Ao longo do último ano, comprar um carro zero quilômetro no Brasil ficou significativamente mais caro. Embora alguns poucos modelos tenham registrado queda de preços, a regra geral foi o aumento.
A maioria dos veículos sofreu reajustes expressivos, muitos deles acima da inflação acumulada no período, que ficou em 4,3% segundo o IPCA.
Esse movimento ajuda a explicar por que o consumidor sente no bolso a dificuldade crescente para trocar de carro. Em diversos casos, os acréscimos ultrapassaram dezenas de milhares de reais, alterando o posicionamento de modelos antes considerados competitivos.
Para identificar quais automóveis tiveram os maiores aumentos, foram comparados os preços oficiais divulgados pelas montadoras em janeiro de 2025 e janeiro de 2026. A análise considerou apenas as 15 marcas mais vendidas do país. Modelos que trocaram de geração ou passaram por mudanças profundas ficaram de fora, garantindo uma comparação justa.
Também não entraram no levantamento veículos lançados após fevereiro de 2025. Com isso, foi possível mapear apenas reajustes reais de preço, sem interferência de novos projetos ou reposicionamentos estratégicos.
Segundo o AutoEsporte, os maiores aumentos ficaram concentrados entre picapes médias, caminhonetes de grande porte e SUVs robustos. Ram 1500, Ford Ranger, Toyota Hilux e Volkswagen Amarok estão entre os exemplos mais claros desse cenário. Em alguns casos, os preços subiram mais de R$ 30 mil em apenas um ano, um impacto difícil de ignorar.
Além das picapes, SUVs como Toyota SW4, Chevrolet Trailblazer e Hyundai Palisade também aparecem com reajustes relevantes. Mesmo modelos recém-lançados não escaparam das correções, mostrando que o encarecimento não está restrito a veículos antigos.
As montadoras justificam os aumentos com a incorporação de novos equipamentos, atualizações mecânicas e elevação dos custos de produção. Ainda assim, chama atenção o fato de muitos reajustes superarem com folga a inflação oficial. O reposicionamento de mercado se tornou uma estratégia clara, especialmente nos segmentos mais caros.
Para o consumidor, o resultado é um mercado cada vez mais distante. Trocar de carro exige planejamento maior, enquanto modelos que antes pareciam alcançáveis agora ocupam faixas de preço bem mais elevadas.
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