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Com a estreia da quinta e última temporada de Stranger Things, o público finalmente acompanhou o desfecho da trajetória de Eleven, personagem central vivida por Millie Bobby Brown.
Depois de anos enfrentando criaturas e ameaças vindas do Mundo Invertido, a jovem chega ao ponto máximo de sua jornada em um final pensado para ser intenso, emocional e longe do óbvio.
Para os irmãos Duffer, criadores da série, esse era o único caminho coerente para concluir a história da heroína.
O encerramento da temporada não se limita à derrota de Vecna. Ele amplia o debate sobre o futuro de Eleven em um mundo que agora conhece os segredos de Hawkins.
A vitória não é apenas física, mas profundamente emocional, já que a personagem precisa lidar com traumas acumulados desde a infância. Segundo Matt e Ross Duffer, a proposta sempre foi oferecer um desfecho agridoce, capaz de provocar reflexão no público.
Em entrevista ao TUDUM, os produtores explicaram que a ambiguidade do final não está relacionada aos poderes da protagonista, mas à possibilidade de ela levar uma vida comum.
A grande questão passa a ser se Eleven consegue existir como humana, e não apenas como arma ou salvadora. Essa escolha narrativa busca respeitar o crescimento da personagem desde a primeira temporada, segundo a Recreio.
Ross Duffer afirmou que nunca existiu um cenário em que Eleven permanecesse com o grupo no fim da série. Para que todos seguissem em frente, ela precisava partir. A separação simboliza amadurecimento e encerramento de ciclos, tanto para a protagonista quanto para Hawkins.
Matt Duffer complementou dizendo que retirar os poderes de Eleven não fazia sentido dentro da lógica da série. Para ele, a personagem representa a magia e a essência da infância.
Havia dois caminhos possíveis: um desfecho sombrio ou outro mais esperançoso. A escolha pela esperança reflete a visão otimista de Mike, personagem que acredita na sobrevivência e na reconstrução de Eleven.
Em entrevistas a veículos como Variety e Deadline, os criadores reforçaram que a jornada da protagonista sempre girou em torno do livre arbítrio.
O final mostra Eleven finalmente podendo escolher, algo que nunca lhe foi permitido quando era tratada como experimento. Ainda assim, eles destacam que as feridas emocionais permanecem, assim como as marcas deixadas na cidade.
A temporada final também se destacou pelo alto nível das atuações. Millie Bobby Brown entregou sua performance mais madura, transmitindo cansaço, força e vulnerabilidade. A crítica apontou essa como a atuação definitiva da atriz na série, consolidando Eleven como um ícone da televisão.
O restante do elenco também teve arcos bem amarrados, encerrando histórias iniciadas em 2016. A participação especial de Linda Hamilton chamou atenção, trazendo peso e experiência aos episódios finais.
A direção manteve o tom cinematográfico, com capítulos longos, efeitos visuais robustos e foco no desenvolvimento emocional.
Apesar do encerramento da história principal, o universo de “Stranger Things” seguirá vivo. Os irmãos Duffer já confirmaram projetos derivados, como peças teatrais e possíveis spin offs.
Ainda assim, garantem que a jornada de Eleven em Hawkins chegou ao fim. O legado da personagem permanece como um dos maiores símbolos da cultura pop recente, enquanto a série se consolida como um dos maiores sucessos da Netflix.
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