Entretenimento
O tema dos desejos e fetiches deixou de circular apenas em espaços privados e passou a ocupar o debate nacional.
Reality shows, levantamentos comportamentais e discussões nas redes sociais vêm ampliando a visibilidade desse universo, antes tratado como tabu. A exposição constante tem transformado preferências individuais em assunto coletivo, alterando a forma como o tema é percebido socialmente.
Um exemplo recente ocorreu no Big Brother Brasil 26, quando o influenciador Juliano Floss mencionou, de maneira espontânea, o axilismo, fetiche relacionado à atração por axilas.
A fala repercutiu fora do programa e mostrou como termos antes restritos a nichos específicos estão ganhando espaço no vocabulário popular. Novas nomenclaturas de desejo passaram a circular sem mediação acadêmica, impulsionadas pela televisão e pelas redes.
Apesar da maior exposição, falar sobre fetiches ainda provoca desconforto. Pesquisa realizada pelo aplicativo de relacionamentos Flure, com 2 mil pessoas sexualmente ativas, indica que 95% afirmam sentir atração por algum tipo de fetiche.
Ainda assim, a maioria evita tratar do assunto abertamente. O receio de julgamento segue como barreira central nas relações íntimas, segundo o levantamento.
Cerca de 60% dos entrevistados apontaram o medo da reação do parceiro como motivo para não abordar o tema. Entre os interesses mais citados aparecem sexo em público, ménage à trois, fetiche por pés e cuckolding. O dado revela a diversidade de desejos que permanecem ocultos, mesmo em um cenário de maior visibilidade.
Esse contexto ajuda a entender a relevância crescente de plataformas digitais voltadas à monetização de conteúdo adulto.
A Privacy, considerada a maior da América Latina nesse segmento, tornou se um espaço onde desejos podem ser negociados com mais controle e privacidade. A mediação tecnológica oferece limites claros entre fantasia, consentimento e exposição, reduzindo riscos para criadores e seguidores.
No cotidiano da plataforma, influenciadores relatam solicitações que vão além do estímulo visual. Os pedidos envolvem narrativas específicas, objetos simbólicos e performances. A busca não se restringe ao corpo, mas à experiência construída em torno dele, segundo relatos recorrentes.
Entre os casos citados estão uma proposta de R$ 140 mil pela compra de óvulos recebida por Ravena Hanniely, ofertas para aquisição de unhas e pelos pubianos feitas a Diandra Cox e pedidos por peças de roupa usadas enviados a Hadson Nery.
Também surgem solicitações mais performáticas, como ensaio fotográfico em cemitério, uso de anel de castidade ou fingir se de estátua.
Outros exemplos incluem a venda simbólica de alianças de noivado, pedidos por água de banho e avaliações pagas de nudes. Os relatos indicam interesse por controle narrativo e interação direta, mais do que consumo passivo.
Classificação Indicativa: Livre