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O contrato firmado entre o Corinthians e Memphis Depay segue um modelo comum no futebol europeu, especialmente em negociações com jogadores de alto perfil.
A estrutura combina salário fixo, luvas, direitos de imagem e bonificações atreladas a desempenho individual e conquistas coletivas.
O destaque do caso está no volume de valores ativados em pouco tempo, consequência direta de um rendimento esportivo acima do esperado.
Quando o acordo foi assinado, o Corinthians vivia um momento de instabilidade. O time vinha de temporadas irregulares, passava por reformulação e não figurava entre os principais favoritos a títulos.
Nesse cenário, cláusulas condicionais funcionavam como proteção financeira: o clube só pagaria valores mais elevados se houvesse retorno esportivo, segundo informações do Ge.
Entre os principais gatilhos do contrato estão as bonificações por conquistas. O acordo prevê o pagamento de cerca de R$ 4,7 milhões por título, valor válido para competições como Campeonato Paulista, Copa do Brasil e Supercopa do Brasil.
Cada troféu levantado aciona automaticamente o repasse ao jogador, independentemente do prêmio total recebido pelo clube.
Na prática, parte significativa das premiações coletivas acaba direcionada ao cumprimento dessas obrigações contratuais.
Além dos títulos, o contrato inclui bônus por metas esportivas. Entram nesse cálculo critérios como número de partidas disputadas, participação em jogos decisivos e envolvimento direto em gols.
Somadas, essas metas renderam a Memphis cerca de R$ 11 milhões no primeiro período do vínculo, valor alinhado ao padrão europeu para atletas com histórico internacional.
Outro ponto relevante são as luvas de assinatura, estimadas em aproximadamente R$ 22 milhões, acordadas como incentivo para a chegada do jogador.
Parte desse montante contou com apoio de patrocinadores, mas o compromisso segue registrado no contrato.
Já o custo mensal gira em torno de R$ 6 milhões, valor que inclui salário, direitos de imagem e despesas operacionais.
Os valores não surgiram de renegociações ou ajustes posteriores. Eles estavam previstos desde a assinatura e foram acionados por um desempenho esportivo que superou as projeções iniciais.
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