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O São Paulo enfrenta um novo desgaste institucional após o vazamento de um protótipo da camisa para a temporada 2026. A peça, desenvolvida pela fornecedora New Balance, gerou reação imediata de parte do Conselho Deliberativo por supostamente descumprir o Artigo 157 do estatuto do clube, considerado um dos mais rígidos do futebol brasileiro quando o assunto é preservação do uniforme tradicional.
A principal divergência envolve a disposição das três faixas horizontais, vermelha, branca e preta, e o posicionamento do escudo. Segundo relatos de conselheiros, o novo modelo não teria o escudo cobrindo integralmente as faixas, como prevê o texto estatutário.
Também há questionamentos sobre alterações na proporção e na espessura das listras, cujas medidas são descritas formalmente no regulamento interno, como citado pelo site Terra.
O impasse dividiu o clube em dois grupos. De um lado, conselheiros liderados por Marco Aurélio Cunha defendem a aplicação literal do estatuto.
Para esse setor, qualquer mudança que altere o padrão histórico da camisa 1 pode configurar infração e resultar em representação formal contra a diretoria.
Do outro, a gestão do presidente Harry Massis sustenta que há respaldo jurídico para a flexibilização. Um parecer emitido em 2025 classificou o desenho presente no estatuto como “meramente exemplificativo”, o que permitiria ajustes estéticos sem violação formal das regras.
Caso o Conselho Deliberativo acolha eventual contestação, o clube pode ser impedido de comercializar o novo uniforme até que ajustes sejam feitos. Há ainda preocupação com possíveis multas contratuais, já que a fornecedora teria produzido parte do lote com base na aprovação da diretoria.
Internamente, o episódio é visto como sensível em um ano de calendário esportivo estratégico. O desfecho dependerá da interpretação que prevalecerá no Conselho, e pode definir se a tradição estatutária seguirá soberana ou se abrirá espaço para maior liberdade criativa no uniforme tricolor.
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