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BYD Dolphin compensa no uso diário em 2026? Veja os prós e contras

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O BYD Dolphin chama atenção pelo preço e pela economia, mas o uso diário em 2026 exige análise cuidadosa de custos e perfil de motorista  |   BNews SP - Divulgação Foto: divulgação/BYD
Nathalia Quiereguini

por Nathalia Quiereguini

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Publicado em 08/01/2026, às 14h35



O avanço dos carros elétricos no Brasil deixou de ser tendência e virou realidade. Nesse cenário, o BYD Dolphin ganhou espaço como um dos modelos mais acessíveis entre os 100% elétricos.

Ainda assim, o preço menor dentro do segmento não significa, necessariamente, custo baixo no fim do mês. Avaliar o uso diário é essencial para entender se o modelo realmente compensa em 2026.

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O BYD Dolphin parece econômico à primeira vista, mas o uso diário em 2026 vai além da recarga. Seguro, IPVA e manutenção entram na conta e fazem toda a diferença na decisão de compra / Foto: divulgação/BYD

Valor de entrada muda o perfil da compra

O Dolphin não disputa mercado com hatches populares a combustão. Em 2026, seu preço se mantém na faixa dos R$ 150 mil a R$ 180 mil, dependendo da versão e das condições oferecidas pelas concessionárias, segundo matéria do O Antagonista.

É um valor que exige planejamento e coloca o carro como um investimento pensado para vários anos de uso, e não uma troca rápida.

A lógica de quem escolhe esse modelo costuma ser clara: aceitar o valor inicial mais alto em troca de gastos menores ao longo do tempo.

Recarga pesa pouco no orçamento

No uso diário, o custo com energia é um dos principais pontos positivos. O consumo médio permite rodar 100 km gastando menos de R$ 10 em eletricidade quando a recarga é feita em casa.

Para quem roda cerca de 1.000 km por mês, o impacto no orçamento é baixo, especialmente se comparado ao preço atual dos combustíveis.

Esse cenário favorece quem usa o carro principalmente na cidade e tem acesso fácil à recarga residencial.

Manutenção simples, mas não inexistente

Apesar de não ter motor a combustão, o Dolphin ainda exige cuidados. Pneus, freios, suspensão e revisões seguem fazendo parte da rotina.

A diferença é que esses custos tendem a ser mais previsíveis e espaçados, já que não há troca de óleo ou componentes mecânicos complexos.

Seguro e IPVA podem mudar tudo

O ponto que costuma gerar dúvida é o custo fixo. O seguro anual é mais elevado que o de um compacto tradicional, reflexo da tecnologia embarcada e do valor do veículo.

O IPVA, por sua vez, varia bastante: em alguns estados há isenção, em outros a cobrança pode pesar.

Então, vale ou não?

O BYD Dolphin funciona melhor para quem roda bastante na cidade, pretende ficar anos com o carro e tem acesso a recarga em casa. Fora desse perfil, a economia prometida pode se diluir rapidamente.

Classificação Indicativa: Livre

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