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O começo do ano traz uma série de compromissos financeiros, e o IPVA está entre os mais conhecidos pelos proprietários de veículos.
Ainda assim, muitos contribuintes acabam atrasando ou deixando de pagar o imposto.
O que nem sempre fica claro é que essa decisão pode gerar consequências que vão além do simples acréscimo no boleto.
Quando o IPVA não é pago até a data de vencimento, o valor passa a sofrer a incidência de multa e juros, definidos pela legislação de cada estado, de acordo com a CNN Brasil.
Esses encargos fazem com que a dívida cresça com o tempo, tornando o pagamento mais oneroso quanto maior for o atraso.
Um dos principais efeitos do não pagamento do IPVA é a impossibilidade de realizar o licenciamento anual do veículo.
Sem esse procedimento, o automóvel fica em situação irregular e não pode circular legalmente pelas vias públicas.
Circular com o veículo sem licenciamento é infração gravíssima. Em uma abordagem de trânsito, o motorista pode ser multado, receber pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e ter o veículo removido para o pátio.
Além do imposto atrasado, o proprietário ainda precisa arcar com custos adicionais, como guincho e diárias.
A inadimplência prolongada também pode afetar o CPF do contribuinte. O débito pode ser inscrito na Dívida Ativa do estado, abrindo caminho para a inclusão do nome em cadastros de restrição ao crédito, como Serasa e Cadin.
Isso dificulta a obtenção de empréstimos, financiamentos e outras operações financeiras.
Especialistas destacam que adiar o pagamento do IPVA raramente é vantajoso. Em muitos estados, o pagamento à vista oferece desconto, o que torna a quitação dentro do prazo a opção mais econômica sempre que possível.
Quando o contribuinte não tem recursos para pagar o imposto integralmente, a orientação é buscar alternativas antes do vencimento.
Parcelamentos, financiamentos bancários ou o uso do cartão de crédito podem ser opções.
Apesar dos juros, essas medidas costumam gerar menos problemas do que manter o imposto em atraso.
Organizar o orçamento e antecipar despesas obrigatórias, como o IPVA, ajuda a evitar prejuízos financeiros e transtornos administrativos ao longo do ano.
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