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Caso Ruy Ferraz: polícia detalha possível vingança como motivo do crime

Foto: Polícia Civil de São Paulo
Investigação aponta que o assassinato do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes foi planejado meses antes e pode ter envolvimento de nomes ligados ao PCC  |   BNews SP - Divulgação Foto: Polícia Civil de São Paulo
Marcela Guimarães

por Marcela Guimarães

Publicado em 13/01/2026, às 19h00



Nesta terça-feira (13), Osvaldo Nico Gonçalves, secretário da Segurança Pública de São Paulo, afirmou que os três suspeitos presos por envolvimento no assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes teriam encomendado o crime como forma de vingança por prisões realizadas a partir de 2005.

Segundo ele, por mais que essa seja a principal linha investigativa, outras possibilidades seguem em análise, incluindo a participação de mais pessoas.

De acordo com a SSP, Fernando Alberto Ribeiro Teixeira, conhecido como “Azul”, Márcio Serapião Pinheiro, o “Velhote”, e Manoel Alberto Ribeiro Teixeira, chamado de “Manoelzinho”, são apontados como assaltantes de banco e teriam ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

“Foram presos pelo Ruy quando ele atuava diretamente contra o crime organizado”, disse Nico em entrevista coletiva. “Nada está descartado. Mas, para nós, 90% de chance, mais de 90%, de ter relação com isso”, completou.

Suspeitos do crime envolvendo Ruy Ferraz Fontes
Foto: Polícia Civil de São Paulo

Planejamento e articulação

As investigações indicam que a execução teria sido discutida meses antes do crime. Segundo o secretário, o planejamento ocorreu em março de 2025, em uma lanchonete localizada em Mongaguá, no litoral sul paulista, cerca de seis meses antes da morte do ex-delegado-geral.

“Foi uma reunião entre os três muito próximo da casa da mãe de um deles, e muito próximo da casa de um outro. Nós tínhamos os nomes desde dezembro, mas era preciso realizar as prisões de forma conjunta”, afirmou a diretora do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), Ivalda Aleixo.

Outras linhas de investigação

Apesar do peso da hipótese ligada ao passado de Ruy Ferraz no combate ao crime organizado, a polícia não descarta outros possíveis motivos.

Ronaldo Sayeg, diretor do Departamento de Investigações Criminais (Deic), destacou que há mais de um eixo investigativo em andamento.

“Nós temos duas linhas principais desde o início das investigação, que permanecem até hoje, uma é o histórico de combate ao crime organizado do Dr. Ruy, algo que remete ao passado dele, e a outra mais voltada à alguma irregularidade na Praia Grande, algo atual”, explicou.

Como revelou o Metrópoles, Ruy Ferraz preparava um dossiê envolvendo servidores da Prefeitura de Praia Grande, com suspeitas de participação em um esquema de fraude em licitações.

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